“Picturesque Matchstickable Messages From The Status Quo” foi
publicado pela PYE Records no Reino Unido em Setembro de 1968 nas versões Mono
e Stereo.
Dava sequência a três singles de razoável sucesso e apresentava um quarto, “Technicolor
Dreams / Paradise Flat” ( todos incluídos na edição UK ). O último acabou por
ser retirado do mercado logo após a publicação.
O facto transformou “Technicolor Dreams” no artefacto mais
raro e caro do espólio Status Quo. Ao longo dos anos foram encontradas algumas cópias
de exportação na Suiça, Áustria e em Portugal.
( Versão USA )
A versão stereo do álbum para o mercado americano,
rebaptizada pela Cadet Records de “Messages From The Status Quo”, foi publicada
numa capa diferente e também com um conjunto de temas mais curto, dez títulos
apenas.
Saíram do alinhamento “Sheila”, um tema de Tommy Roe e “Green
Tambourine” dos Lemon Pipers.
Publicado no Reino Unido em Outubro de 1969 com o selo da
Liberty, “I asked for water, she gave gasoline” reveste a forma de uma compilação.
O foco é o blues e os artistas são os da casa ( Tony McPhee, Jo-Ann Kelly, Andy Fernbach ... ). Um dos
principais motivos de interesse reside nos dois temas de Andy Fernbach ( “She’s
gone” e “Built my hopes too high” ) ambos ausentes do seu único álbum “If you
miss your connexion” e só disponíveis na edição original do vinil.
A capa da edição inglesa reproduz uma pintura de inspiração
surrealista da autoria de Jim Pitts.
A prensagem americana da Imperial não acompanhou o design da
Liberty optando por uma obra de Kevin Leveque.
Local onde, entre os anos de 1964
e 1972, operou o lendário clube Les Cousains, 49 Greek Street no bairro
londrino do Soho, é também o título de uma muito interessante e pouco conhecida
compilação do inicio dos 70s.
Com dedicatória: “For everyone
who’s ever been on, played or sung at 49 Greek Street”, o álbum agrupa um
conjunto de artistas com ligações contratuais a Sandy Roberton, o qual se encarregou da produção e também
da constituição da banda de apoio ( Ashley Hutchings, Danny Thompson, Martin
Stone, Andy Roberts, Terry Cox, Alan Davies e Gordon Huntley entre outros ).
À época, dos dez temas presentes nove
eram inéditos, sendo que apenas “Spread Your Carpet” na voz de Nadia Cattouse
tinha sido anteriormente publicado na compilação “Folk Festival”.
Os restantes constituem pequenas
pérolas do psych-folk britânico com particular destaque para “Shifting Sands”
pelos Synanthesia, o instrumental acústico “Untitled Piece” de Andy Roberts, “Running
Shoes” de Al Jones ou “Strange Fruit” e “Persuasion” dos Tin Angel ( os Hard
Meat aqui sob pseudónimo por razões contratuais ).
Al Jones – “Running Shoes”
Andy Roberts – “Untitled Piece”
Tin Angel ( Hard Meat ) – “Strange
Fruit”
Synanthesia – “Shifting Sands”
Keith Christmas – “Robin Head”
Robin Scott – “Red Road Digger”
Tin Angel ( Hard Meat ) – “Persuasion”
Nadia Cattouse – “Spread Your
Carpet”
Mike Hart – “Elsie Straws Saga”
Al Jones – “It Takes a Lot To
Laugh, It Takes a Train To Cry” ( Bob Dylan )
Entre outros, poucos, “Crucifix in a Horseshoe” é um dos álbuns que procuraria salvar de uma catástrofe natural, ou de qualquer outra.
“Life After Dead”, “Motel Blues” e “And You Say I’m Too Dependent On My Mind”, os três primeiros temas, são absolutamente extraordinários, sendo que a versão electrificada de “Motel Blues” pede meças ao espartano e inspirador original acústico de Loudon Wainwright.
Mais conhecido como cantor ( Manfred Mann, The Blues Band ), Paul Jones nunca viu justamente valorizados os seus dotes enquanto compositor, muito provavelmente porque “Crucifix in a Horseshoe”, o seu trabalho mais adulto, permanece ainda hoje relativamente obscuro, mesmo junto dos fãs da Vertigo, a editora que o publicou em Novembro de 1971.
O Atalho já anteriormente fez referência ao disco na rubrica “Lost Nuggets nº 13”. Volta agora ao tema para sinalizar uma reedição em CD da RPM Records datada de 2010 e que terá passado relativamente despercebida.
Não tanto pelo áudio, o qual permite descobrir detalhes dificilmente não identificáveis na edição original de vinil, mas sobretudo pela inclusão de mais seis títulos que resultaram de sessões levadas a cabo em 1972 e projectadas para publicação na Vertigo sob o número de catálogo 6360 075 ( logo após “Changes” dos Catapilla e imediatamente antes de “Belladonna” de Ian Carr ), algo que todavia nunca aconteceu porque os responsáveis da editora, ao que se sabe, não encontraram entre os temas propostos um potencial single.
A referência a Catapilla e a Ian Carr não é inocente. Os 34 minutos que duram estes seis temas têm, do ponto de vista estético e/ou sonoro, mais a ver com aqueles projectos ( ou com outras matrizes Vertigo como Nucleus, Cressida ou Colosseum ) do que propriamente com “Crucifix in a Horseshoe”.
Este foi gravado em Nova Iorque, produzido por Ted Cooper e arranjado por Thomas Jefferson Kaye, tendo contado com um naipe de músicos americanos para o efeito creditados como White Cloud e em cujos curriculuns surgem colaborações com Dr. John, Rhinoceros, Gene Clark, Byrds ou Elephant’s Memory . A pegada sonora é pois vincadamente americana.
Os seis temas bónus no CD da RPM foram gravados em Inglaterra. Os músicos / co-compositores são, entre outros: George Khan ( Mike Westbrook Orchestra, Pete Brown and His Battered Ornaments, The People Band ), Dave Macrae ( Matching Mole, Nucleus, The Mike Gibbs Band, Soft Machine ), Gary Boyle ( Mike Westbrook Orchestra, Brian Auger & The Trinity, Isotope ), Roy Babbington ( Centipede, Keith Tippett Trio, The Mike Gibbs Band, Soft Machine, Matching Mole ) e Roy Otemro ( The Lee Riders ).
No total e exceptuando o desajustado “Wrestler”, são 34 minutos de jazz rock experimentalista a que adicionam fortes pinceladas de Canterbury. Um conjunto aparentemente contrastante com o que se escuta em “Crucifix in a Horseshoe”. Apenas aparentemente, porque o substantivo “complemento” faz aqui todo osentido.
Provavelmente o único álbum onde Jimmy Page e Richard
Thompson partilham a guitarra solo, “Love Chronicles” foi editado no Reino Unido
em Janeiro de 1969.
Nos Estados Unidos e Canadá, o disco foi licenciado pela Epic que
optou por um design diferente. No caso recuperando a foto de Sophie Litchfield
que figurava no verso da capa inglesa, para a destacar na frente.
Um dos grandes discos de Al Stewart ( “Zero she flies” será outro
), “Love Chronicles” conta com mais prestações da família Fairport Convention.
Assim, para além de Richard Thompson ( sob o pseudónimo de Marvyn
Prestwick por razões contratuais ), estão também presentes Ashley
Hutchingsno baixo, Martyn Lamble (
Martyn Francis ) na bateria e Simon Nicol ( Brian Brocklehurst ) na guitarra.
Produto de uma época onde todas as inovações eram possíveis e
todas as metamorfoses valorizadas “Soundtrack”, o primeiro álbum dos Principal
Edwards Magic Theatre ( como o nome deixa antever, um colectivo de cantores,
músicos, bailarinos, autores, coreógrafos e designers ) é uma experiência musical
única que, suspeita-se, terá sido ainda mais intensa quando conjugadas em palco
as vertentes sonora e visual.
Entre o folk acústico, o medieval e o heavy-rock, perfila-se uma
intrigante complexidade que o progressivo um pouco mais tarde viria a
modelar.
Aqui e ali, a voz de Vivienne McAuliffelembra Celia Humphris, facto que deve ter
contribuído para a cantora vir a integrar os Affinity após a partida de Linda
Hoyle.
Produzido por John Peel e publicado no Reino Unido em
Dezembro de 1969 através da sua Dandelion Records, “Soundtrack” seria também objecto
de edição americana. Aí, a capa, pavorosa, presume-se que pretendia replicar um néon,
mas pouco ou nada deve ter acrescentado ou contribuído para a divulgação e sucesso
do álbum.
Publicado no Reino Unido pela Dandelion Records em Janeiro de
1971, o segundo e derradeiro álbum dos Siren "Strange Locomotion" é claramente mais consistente quando
comparado com o registo homónimo de estreia da banda de Kevin Coyne e Dave
Clague.
A curiosidade associada ao artefacto reside no facto de os
alinhamentos e o design gráfico serem substancialmente diversos, daí esta
chamada aos Record Files.
A versão inglesa inclui “Gigolo”, “Shake my Hand” e “Fat
Moaning Minnie”, temas não constantes nas prensagens americanas. Em sentido
inverso, estas incluem “Lillian” e “The Stride”, composições ausentes da edição
Dandelion.
As capas são ( como se comprova pelas fotos ) também elas
distintas. Capa dupla com design de Nick Cudworth e John Jones na edição UK, capa
gimmick simples para a publicação da Elektra nos Estados Unidos.
Intrigante, no mínimo, a capa do único single dos Fairport Convention editado em Portugal em meados de 1969.
Terá pouco a nada a ver com o tema de Dylan e menos ainda com "Genesis Hall" de Richard Thompson.
A incredibilidade adensa-se quando nos cruzamos com a capa de "Moog Groove" dos Electronic Concept Orchestra, um álbum de versões / easy listening onde apesar da presença de temas muito respeitáveis, os Fairport Convention estão completamente ausentes.
The Silkie "Sing the Songs of Bob Dylan" ( Fontana TL 5256, 687350 TL ) Mono, UK, 1965
- “The times they are a-changin”
- “Dylan’s dream”
- “When the ship comes in”
- “Boots of Spanish leather”
- “Blowin in the wind”
- “Long time gone”
- “It ain’t me babe”
- “Tomorrow is a long time”
- “Black crow blues”
- “Love minus Zero/No Limit”
- “Girl from the North Country”
- “Mr. Tambourine man”
The Silkie: Silvia Tatler ( voz ), Mike Ramsden ( voz e
guitarra ), Ivor Aylesbury ( voz e guitarra ) e Kevin Cunningham ( baixo
acústico ).
Canções: Bob Dylan
Texto da contracapa: Alistair Taylor.
Aproveitando o sucesso da versão dos Silkie para "You've got to hide your love away", o álbum foi publicado no mercado americano exactamente com esse título. A produção do tema consta ter sido do próprio John Lennon.
O alinhamento da edição americana é distinto da inglesa, sendo que sairam quatro canções de Dylan ( "Boots of Spanish leather", "Black Crow Blues", "When the ship comes in" e "Long time gone"), substituídas pelo referido tema dos Beatles e por três originais dos Silkie.
Publicado em Agosto de 1969, "These Things Too" o terceiro álbum dos Pearl Before Swine foi objecto de uma pequena polémica gráfica quando da sua edição na Alemanha.
A capa reproduzindo a pintura “Christ Benching” da autoria do pintor renascentista Giovanni Bellini ( 1430 – 1516 ), foi considerada demasiado polémica para o mercado germânico, sendo substituída por um grafismo inócuo e completamente afastado do grafismo padrão da banda de Tom Rapp ( em baixo a explicação do compositor ).
"We changed labels in 1969. We went from ESP to Warner Brothers/Reprise. Our first for them, "These Things Too", was banned in Germany. The cover was a Bellini painting of Christ from the 16th Century and in it (His?) right breast is exposed. Too much for the Germans. Reprise re-released it with nothing on the front except the name."
“Mr. Fantasy”, o primeiro álbum
dos Traffic, foi publicado em Inglaterra em Dezembro de 1967. A capa, dupla e
de inspiração psicadélica estava em perfeita consonância com a música que albergava.
Meses mais tarde, a edição
americana objecto de capa simples e novo design, começou por se chamar “Heaven
in your mind” ( título de um dos temas do LP ), evoluindo em edições
posteriores para “Mr.Fantasy”.
O alinhamento das canções é
radicalmente diverso, sendo que a publicação USA retira “Utterly Simple”e “Hope
I never find me there”, acrescentado os singles “Paper Sun”, “Hole in my Shoe”,
“Smiling Phases” e “We’re a fade you missed this”. As misturas apresentam
também elas diferenças significativas.
Na foto da capa surgem apenas
Steve Winwood, Jim Capaldi e Chris Wood, omitindo Dave Mason que entretanto havia
abandonado a banda.
Em cima os quatro singles / EPs
portugueses onde constam vários temas pertencentes ao universo “Mr. Fantasy”.
“Paddy is dead and the kids know it” era já um artefacto
anacrónico quando foi publicado pela Golden Guinea ( uma subsidiária da PYE )
em Dezembro de 1969.
Mais de meio século volvido, àquela característica deverá
acrescentar-se uma tremenda raridade, para além de valores de mercado
verdadeiramente obscenos, inerentes à escassez da oferta é certo, mas desajustados
se se considerar apenas a vertente artística da compilação.
À data, Pat Egan, um jornalista musical irlandês, pretendeu
dar a conhecer um conjunto de bandas emergentes nas duas Irlandas. Para a
história terá ficado a intenção, o voluntarismo do promotor e o défice de talento
patenteado pela maioria dos grupos chamados a colaborar.
Coabitam em “Paddy is dead …” versões mais ou menos anémicas
dos Beatles, Phil Spector / Ike & Tina Turner, Gershwin, Carl Perkins,
Status Quo, Grapefruit ou Blood Sweat & Tears, todas candidatas ao
esquecimento uma vez terminada a respectiva audição.
( Taxi )
A pérola, curiosamente um original, é responsabilidade dos
Taxi, um quinteto originário de Ballymena na Irlanda do Norte. O seu “Counting
Time My Way” poderia perfeitamente ter integrado “This was”, “Stand Up” ou “Benefit”
dos Tull e, muito provavelmente, ninguém o acharia desajustado.
Captada num cemitério, a foto da capa da compilação, juntando
uma cruz de inspiração celta e um sorridente projecto de skinhead, também não deve
ter ajudado em nada o departamento de vendas.
Em 2008, dando sequência a um trabalho de pesquisa e produção
levado a cabo por Andy Zax, a Rhino Records propôs-se compilar e reeditar todas
as gravações conhecidas de David Ackles para a Elektra Records.
Em concreto: os álbuns “David Ackles”, “Subway to the Country”
e “American Gothic”, mais oito temas inéditos e/ou versões diferentes entretanto
editadas em single.
“There is a River: The Elektra Recordings” estava pronto. Alinhamento,
booklet - incluindo textos de Elvis Costello e Bernie Taupin ( este último produtor
de “American Gothic” ), – número de catálogo atribuído ( 8122-74884-2 )…
No último instante ruiu o acordo com os representantes
legais do espólio de David Ackles e a edição abortou.
Ao que se sabe, foram na altura distribuídas algumas
cópias promocionais. Andarão por aí, algures …
Muito provavelmente o “crossover” definitivo entre as músicas
rock e clássica, “Renaissance” foi publicado no Reino Unido em finais de 1969.
Na origem, a edição recebeu uma capa dupla, tendo o vinilo
sido prensado pela famosa Orlake Records.
A etiqueta rosa da Island apresentava uma superfície rugosa, característica
das edições da época.
Nos Estados Unidos o disco foi publicada pela Elektra Records
( etiqueta vermelha ). A capa passou a simples com design diverso e algumas edições incluíam um
folheto com as letras.
Os temas e respectivo alinhamento acompanhavam a edição inglesa.
Por volta de 1971 a Elektra Records estava no seu auge. O fundo de catálogo era vasto e constituía um case study no seio das editoras norte-americanas.
"Garden Of Delights" é isso mesmo, uma delícia. Uma compilação absolutamente essencial para os que se quiserem debruçar sobre o tema.
A edição original americana ( Elektra S3-10 Stereo) reveste a forma de um triplo álbum com 41 temas. Capa simples, inclui 3 outras capas interiores com detalhadas notas sobre os títulos abordados.
A edição inglesa ( Elektra ESP 9001, Stereo ) optou por um álbum duplo, 24 temas, e uma capa dupla.
Amiúde catalogado como o opus dos Groundhogs de Tony McPhee, "Split" foi publicado no Reino Unido pela Liberty Records em Fevereiro de 1971, envelopado numa sugestiva e diferenciada capa dupla.
A edição norte-americana na United Artists ( foto abaixo ) mereceu também uma capa dupla. Todavia, do ponto de vista gráfico muito distante da sua congénere inglesa, quer no exterior quer no interior. O alinhamento de temas era igual.
Saídos dos Skip Bifferty, Mick Gallagher e John Turnbull publicaram na Decca em Janeiro de 1971 o excelente "Arc At This" sob a denominação de Arc.
Onze meses depois associaram-se a outro ex-membro dos Bifferty, Graham Bell, lançando "Bell + Arc".
Ainda que os temas e respectivo alinhamento sejam iguais, a edição original inglesa apresenta uma capa dupla laminada; ao contrário a capa para o mercado americano é simples e diversa do ponto de vista gráfico.
O primeiro álbum da Incredible String Band foi publicado no Reino Unido em Setembro de 1966 na versão Mono. O disco só conheceu edição norte americana em Abril do ano seguinte. O alinhamento dos temas é idêntico nas duas publicações, ainda que as capas sejam diferentes.
"Stranded", o segundo álbum do duo pop-psicadélico Rod Edwards / Roger Hand ( ambos ex - Picadilly Line ) foi publicado no Reino Unido no inicio de 1971.
A capa original, da autoria de Klaus Voormann, foi na altura considerada excessiva para o mercado americano e, ainda que os temas e o alinhamento sejam os mesmos, a publicação do disco nos Estados Unidos recebeu um capa com um design menos enfático e mais patriótico.
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