19/02/18

Record Files ( 14 )

Especificidades das edições portuguesas de singles ( sem prejuízo de muitas outras que possa haver por aí ):


Ian Mattews em lugar de Ian Matthews ( 1971 )


"Raiders on the Storm" em lugar de "Riders on the Storm" ( 1972 )


"Inst Life Strange" em lugar de "Isn't Life Strange" ( 1972 )


Deepp Purple em lugar de Deep Purple ( 1974 )

15/02/18

Lost Nuggets ( 120 )



Troisième Rive "Banlieues" ( Disques Iris TR 1010 ) Prensagem Privada, França, 1978


- "Le Petit Jeu"
- "Amalia"
- "La Ballade des Chevaux Noirs"
- "Legende ( C' était en ce temps-là / C' était hier encore / Et c'est maintenant )"
- "Chateau ( Douves / Herse / Machicoulis )"

Troisième Rive: Jean Pierre Balland ( voz ), Paul Bernard ( voz, guitarras ), Maurice Boguet ( voz, guitarras acústicas ), Jacques - Edmond Gouré ( Voz e baixo ), Daniel Martin ( piano, sintetizadores e acordeão ) Jacques Martin ( bateria e percussão ) e Jean - Christian Spenle ( guitarras e mandolim ).

Textos: Alex Abouladzé 

Arranjos e produção: Troisième Rive

Capa: design ( Jean Pierre Bourgeois Potage, Dominique Mathey, Maurice Roguef e Xavier Martin ); fotos ( Marcou, Philippe e "autres sympathiques anonymes" ) 



Imaginem que era possível fusionar a matriz vincadamente folk dos Malicorne com a poesia solitária e melancólica de Gerard Manset ... "Banlieues" poderia perfeitamente habitar esse universo hipotético. Um disco extraordinário.

13/02/18

Heroes are hard to find ( 48 )


Tom Rapp

( 1947 - 2018 )

07/02/18

Artefactos ( 75 )





Catálogo de 1975 da Island, Chrysalis e Obscure Records.
 
Impresso na Alemanha e incidindo sobre edições europeias.

02/02/18

"Looking at The Pictures in The Sky, The British Psychedelic Sounds of 1968"


Não sendo a única, uma das formas de conhecer o passado da música popular, consiste no "escavar" persistente das muitas e variadas compilações que vão sendo publicadas.

Desde que separado o trigo do joio, há muito por onde escolher. E aprender.

O Atalho tem dedicado às colectâneas com o selo Grapefruit a atenção que julga merecerem.

"Looking at The Pictures in The Sky" é uma forma de recordar 1968. Um ano extraordinário para o  psicadelismo britânico. 3 CDs, 78 temas e, como habitualmente, um desfilar de nomes ( quase sempre os menos óbvios ) que à época emergiam do underground. A esmagadora maioria por aí ficou, poucos "deram o salto" para o mainstream.

São os primeiros que mais interessam e, dentro destes, os 20 temas recuperados de fitas / acetatos e que conhecem aqui a sua primeira publicação, 50 anos depois.

O booklet, um regalo com 40 páginas, acrescenta a informação e as fotos adequados à prossecução da liturgia. Notável.      

27/01/18

Lost Nuggets ( 119 )


David Wiffen "Coast to Coast Fever" ( United Artists UA-LA 172-F ), Canadá, 1973


- "Skybound Station"
- "Coast to Coast Fever"
- "White Lines2 ( Willie P. Bennett )
- "Smoke Rings"
- "Climb the Stairs"
- "You need a new lover now" ( Murray McLaughlan )
- "We have had some good times"
- "Lucifers Blues"
- "Up upon the Hillside" ( Bruce Cockburn )
- "Full Circle"


David Wiffen; canções, voz, guitarra e piano; com: Bruce Cockburn ( vozes, guitarras e baixo ), Dennis Pendrich ( baixo ), Bill Usher ( congas e percussão ), Pat Godfrey ( piano ), John Savage ( bateria ), Skipper Beckwith ( baixo ), Pat Ricio ( piano ), Andy Cree ( bateria ), Bruce Pennycook ( saxofones ) e Brian Ahearn ( arranjos de cordas ).

Produção: Bruce Cockburn ("White Lines" produzido por Brian Ahearn ).

Capa: Design de Lloyd Ziff, Fotos de Mike Salisbury.

21/01/18

Jardins do Paraíso ( LVII )



Oriundo do Ohio, o quinteto The Brotherhood gravou apenas um único álbum: “Stavia”.

Sob a forma de uma edição privada, do disco foram prensadas 200 cópias que rapidamente desapareceram por entre a indiferença e a voragem do tempo.

Recentemente reeditado ( a partir de um exemplar  original uma vez que as masters não foram localizadas ) “Stavia” é o exemplo típico de uma “rock private press” da época ( 1972 ).

No que respeita à forma, posiciona-se algures entre o psych-rock americano, com pequenos detalhes rurais que lhe são conferidos pela flauta e alguma discreta latinidade, seguramente influenciada pelo sucesso que a banda de Carlos Santana conhecia à altura.

A utilização do órgão ( “Color Line”, “Backdoor”, “Cry of love” ) tenderá  colocar a banda na rota dos Shadrack Chameleon;  a prestação das guitarras ( Rock & Roll Band”, “For her time”, "Meditation Part 2" ) poderá também ela  direccionar-nos para os Wilson McKinley. Porém, no conjunto de nove temas escorreitos e honestos, os Brotherhood ficam aquém daquelas duas bandas do universo “private”.

Ainda assim “Stavia” merece uma audição atenta, mais não seja pelo facto de recuperar um pedaço de história que até mesmo os arquivistas mais empenhados julgavam perdido.

17/01/18

Artefactos ( 74 )


Compilado e publicado Phileas Folk, "The French Folk Magic Time Guide" reúne cerca de 1000 capas de discos publicados em França entre 1965 e 1990.

O foco principal incide nas edições independentes e / ou regionais. A ligá-las, sempre o Folk.
O Tradicional, Rock, Prog, Acid, Psych, Pop, Protest, Avant-Garde ...etc.

Cada ficha inclui o número de catálogo, ano de lançamento e preço de mercado estimado ( valores de 2003, data de publicação do livro )



11/01/18

The Left Outsides "There is a place"



Alison Cotton e Mark Nichols são dois velhos aficionados do “dark folk” inglês. Oriundos dos Eighteenth Day of May, repartem o tempo entre Trimdon Grange Explosion e os Left Outsides.
Estes últimos acabam de lançar um novo álbum: “There is a place”. Como nos dois anteriores, o disco percorre os caminhos do folk pastoral, entre o psicadélico e o esotérico. Nada de especialmente novo portanto. Destaque para uma significativa  versão de “Civil War Lament”, um original de Grant McLennan ( Go-Betweens ) e Steve Kilbey ( The Church ) para os Jack Frost em 1990.

07/01/18

Heroes are hard to find ( 47 )


Ray Thomas

( 1941 - 2018 )

03/01/18

Allysen Callery "Prince's Pine"



Natural de Bristol no Rhode Island, Allysen Callery herdou no ADN a tradição da música folk; britânica em primeiro lugar, americana depois.

Desconhecidos mesmo para aquém das margens do alternativo, a música e o canto de Allysen Callery possuem a capacidade de nos transportar para espaços e lugares cuja magia envergonha o quotidiano.


Em “Prince’s Pine”, sonho e ficção confundem a realidade, sobrepondo-se-lhe. Voz, guitarra acústica e os sons da natureza captados no respectivo cenário, são o bastante para transformar este CD numa peça única, de talento e simplicidade. Escutando “First among the flowers” e percebe-se o porquê.

A Allysen foram já feitas referências elogiosas, algumas mencionando o legado de Sandy Denny. Esta, certamente uma inspiração, possuía uma “englishness” que não é atingível para quem nasceu na costa este dos Estados Unidos. A vibração é outra, mais próxima de Meg Baird se quisermos. O que já é dizer imenso.