Mostrar mensagens com a etiqueta Tony Dale. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tony Dale. Mostrar todas as mensagens

25/10/13

Artefactos ( 33 )


Já o referi aqui  no Atalho. Tony Dale além de um inspirador, foi um amigo.

Na sua editora, Camera Obscura Records, activa entre 1997 e 2009, publicou alguns dos mais interessantes e visionários projectos da música moderna. Tenho inclusivé fundadas dúvidas que, após o assentar da poeira do tempo, seja possível escrever com seriedade sobre a história da música daquela época sem lhe fazer a devida vénia e uma vincada referência.

Um dos artefactos que mais ciosamente guardo é a compilação “Seratonin Ronin”. Publicada em 1998 numa edição especial de 50 unidades ( o meu exemplar ostenta o nr. 37 ), inclui 17 temas,  parte deles inéditos à data.

Os nomes incluídos vão desde os Alchemysts até Salamander, passando por Green Pajamas, Abunai, Stone Breath, Primordial Undermind, Azuza Plane ou Alastair Galbraith.

E pouco mais haverá a acrescentar. A não ser que encontrar um exemplar deste artefacto deve ser uma tarefa quase impossível e seguramente onerosa.  

18/08/10

Tony Dale ( 1958 - 2010 )


Possuía um gosto musical absolutamente impecável, espírito visionário, verve fácil e contagiante ( alguns dos seus textos na fanzine Ptolemaic Terrascope constituem leitura essencial ). Apesar do seu principal interesse residir na música, nunca baixava a guarda relativamente a outras matérias de índole cultural ( a dada altura perguntou-me se em Évora ainda existia "aquela magnífica capela dos ossos" e a última vez que me contactou foi para pedir uma tradução para inglês de um texto sobre os United Bible Studies que publiquei aqui no Atalho ).

Ensinou-me(nos) muito e sobretudo através da música que editou na sua Camera Obscura Records, proporcionou-me(nos) indescritíveis momentos de prazer e conhecimento. Basta percorrer a lista dos 85 títulos que publicou entre 1997 e 2009 para se perceber a importância que Tony Dale teve no regenerar da cena folk e psych underground dos últimos anos.

Quanto aos discos, são muitos os favoritos, mas de entre todos, ouso destacar "Narcotic Kisses" dos Green Pajamas, uma fabulosa edição em vinil que só por si espelha o carinho que Tony Dale tinha pela música e pelos músicos.