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28/07/13

Eluvium "Nightmare Ending"


 
Enquanto Eluvium, a última gravação de Matthew Robert Cooper data de 2010 com “The motion makes me last”. Pelo meio publicou uma banda sonora e um cd – “Dedicate Function” - sob o ‘nom de plume’ de Martin Eden.  
A longa espera foi no entanto  recompensada. “Nightmare ending em formato de cd duplo é pouco menos que um festim e fará as delícias, não apenas dos seguidores, como de todos aqueles  que apreciam a moderna música de vanguarda, ambiental e não apenas.

Como habitualmente Matthew Cooper respalda-se na electrónica, mas a sua criação vai muito para além da “ambiente music”.  É simultâneamente clássica e contemporânea. Inovadora também.  Copia” de 2007 é uma obra tão marcante que a seu lado todos os restantes Eluvium perdem na comparação. “Nightmare ending” é no entanto o que mais se lhe aproxima. Tão exaltante nas longas suites ( “Don’t get any closer”,  “Sleeper”, “Covered in writing”, “Happiness” ) como brilhante nas composições clássicas para piano ( “Caroling” , “Entendre” ) Cooper cria de aqui de novo ( como fez no passado ) a música com a qual todas as outras passam a ter de ser comparadas.
É seguramente um dos grandes compositores contemporâneos e não é exagero dizer que a sua música move montanhas.  

15/11/12

Martin Eden "Dedicate Function"


Depois de Eluvium, Martin Eden é o novo pseudónimo de Matthew Robert Cooper. A separação de identidades faz todo o sentido pois, enquanto o primeiro se expressa numa linguagem neo-clássica, aqui e ali matizada pelo minimalismo e pela vertente cósmica, Martin Eden projectou debruçar-se apenas sobre a música electrónica.
Depois da estreia através do single “Worker”, Martin Eden acaba de publicar o cd “Dedicate Function com selo da Lefse. E confirma tudo aquilo que dele se esperava. Trata-se de um projecto absolutamente dedicado à escola electrónica, com tudo o que de bom e menos bom, tal escolha implica.

E quer se goste ou não, é mais do que evidente que a vertente mais planante e menos interessante do krautrock ( leia-se Klaus Schulze ou Tangerine Dream pós 1972 ) está em vias de ser recuperada tal como têm acontecido com outros sub-géneros dos 70s. Aqueles menos familiarizados com a história poderão sentir-se tentados pelos contornos pós-modernos da coisa, os outros (onde o Atalho se inclui) não poderão deixar de esboçar um sorriso e encolher os ombros.

A abrir, o curto “Vlad” ilude, na vã esperança de que as espirais electrónicas se desloquem até às fronteiras da “kosmische musik” mas, logo a seguir, “Short cut” atira-nos para o regaço dos inenarráveis Pet Shop Boys. E aí, dois passos atrás não são apenas uma mera precaução. São uma medida necessária para a preservação da sanidade mental.

“Verions” estrutura-se no “drone” e durante cerca de 8 minutos veste-se com sintetizadores a condizer, sem que em algum momento se possa dizer que descola. “Plantes” poderia sem esforço integrar um álbum de Eluvium e “Etc … etc” reveste um interessante momento outer-space.  “Hum” nada adianta relativamente a “Short cut”, adiciona-lhe inclusive pedaços do pior New Order (“Blue Monday” ???) e é no mínimo descartável.
Por fim “Return life”, o melhor dos sete temas. Ancorado na música ambiental, cativa na justa medida em que evolui à medida que vai crescendo no espaço. Uma peculiaridade comum à criação do Brian Eno  de  “Before and after scince” ou “Another green world” e à quase totalidade do projecto Eluvium.

Sintetizando: no futuro, dos sete temas incluídos em “Dedicate function”, muito provavelmente apenas dois contrariarão o esquecimento. Manifestamente pouco para um criador brilhante como Matthew Cooper.

18/10/12

Martin Eden "Worker"


Acabadinho de aterrar na caixa do correio do Atalho, "Worker", single estreia de Martin Eden, o novo projecto  de Matthew Robert Cooper ( aka Eluvium ).
 
Electrónico, mais ainda do que é habitual em Eluvium, "Worker" percorre o rasto cósmico deixado pelo Brian Eno dos 70s e pela "kosmische musik" germânica da época. Pelo caminho revisita o lirismo de Jóhann Jóhannsson, e o resultado não sendo absolutamente surpreendente, é algo que cativa e agarra logo à primeira audição.
 
O lado B, "Mothernails (For daren.1)", bastante mais experimentalista como seria de esperar no flipside de um single, é menos imediato. Requer outra atenção, porventura outra disposição, para que se perceba se as profusas percussões electrónicas são apenas ruído, ou se Can e Kraftwerk já terão andado por ali.
 
O cd, "Dedicate Function" já vem a caminho. Depois conto.