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04/07/18

Trappist Afterland "SE(VII)EN"



I worked on this album exclusively with my great buddy and engineer Anthony Cornish. Anthony and I have played together on and off for twenty years. We recorded ‘Se(VII)en’ on  2 tape in his studio over about 6 months and it is my favourite Trappist album yet. Working with Anthony is just so easy and enjoyable and he is a fantastic musician. Anthony played harmonium, violin and mellotron and he is a now full-time member of the live band.” ( Adam Geoffrey Cole )

Desde 2011, mais coisa menos coisa, que a partir de Melbourne ( Australia ), Adam Cole começou a enviar as suas mensagens ao mundo. Sob a forma de canções, bem entendido. No inicio tratavam-se “apenas” de CDRs artesanais; depois, com o decorrer do tempo e da procura, o formato passou a vinil, limitado.

Se(VII)en” é, se a memória não me falha, o sétimo capítulo desta extraordinária saga. E dele se poderá dizer sem grande margem de risco, que se trata do melhor de todos eles.

Na verdade, é virtualmente impossível escutar a musica de Trappist Afterland sem estabelecer um quase instantâneo paralelo com o legado dos persistentemente  ignorados  Timothy Renner ( Stone Breath ) ou  Prydwyn ( a conferir em “Song for Sundog”, “The Blood in the Wood” ou “Trace your Root”).


Nos últimos vinte anos, quer estes, quer agora Adam Cole, captaram como poucos a essência emocional e espiritual do folk e do folk-rock dos finais dos 60s, princípio dos 70s. Na altura catalogavam aquela vertente musical de iconoclasta, experimental, esotérica, pagã … hoje chamam-lhe “weird folk”. Espuma dos tempos, apenas e só.

Atente-se ainda na melodia estratosférica e intensidade dramática que a intervenção do violino confere a “Burning Bushes” e facilmente se poderá concluir  estarmos perante um caso raríssimo de talento e sensibilidade artística. Se John Cale e Nico pudessem regressar ao passado, é provável que, juntos, parissem algo de não muito diverso.

No que concerne ao Atalho, este é um disco sem mácula. De e para muitos anos.

Nota: para aqueles a quem o detalhe possa interessar, a edição em vinil é absolutamente fabulosa.

23/08/17

Artefactos ( 68 )


É sempre um prazer enorme abrir a caixa do correio e encontrar lá dentro um pequeno envelope expedido em Swindon / UK, por um tal de Mr. McMullen. A satisfação ( quase como uma sensação de se fazer parte de um clube restrito, cujos membros possuem um irrepreensível bom gosto ) traduz-se no facto de ter acabado de aterrar mais uma edição da inimitável Terrascopaedia. 

No caso, o número 8, impresso manualmente ( donde que muito dificilmente será possível encontrar dois exemplares iguais ) numa edição limitada de 100 exemplares.

A capa foi desenhada por Timothy Renner, o editor e artesão foi, como habitualmente, Phil McMullen.

Desta vez não há críticas de discos, mas as 24 páginas são preenchidas com um pequeno editorial e entrevistas a Piano Magic, aos suecos The Greek Theatre e aos Stereocilia do guitarrista e compositor John Scott.

E, como facilmente se induz, o Atalho ficará incontactável durante um bom par de horas.