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11/01/18

The Left Outsides "There is a place"



Alison Cotton e Mark Nichols são dois velhos aficionados do “dark folk” inglês. Oriundos dos Eighteenth Day of May, repartem o tempo entre Trimdon Grange Explosion e os Left Outsides.
Estes últimos acabam de lançar um novo álbum: “There is a place”. Como nos dois anteriores, o disco percorre os caminhos do folk pastoral, entre o psicadélico e o esotérico. Nada de especialmente novo portanto. Destaque para uma significativa  versão de “Civil War Lament”, um original de Grant McLennan ( Go-Betweens ) e Steve Kilbey ( The Church ) para os Jack Frost em 1990.

06/07/12

Hammock, Steve Kilbey, timEbandit Powles "Asleep in the downlights"


No admirável mundo da música acontecem por vezes os factos mais improváveis.   Asleep in the downlights” uma inesperada colaboração entre os norte-americanos Hammock e alguns membros dos The Church é um desses momentos.

Todos os registos anteriores do duo de Nashville ( Marc Byrd/Andrew Thompson ) apontavam na direcção de uma música de inspiração cósmica ( vertente germânica ) sendo que o opus “Maybe they will sing for us tomorrow”, já datado de 2008,  permanece um dos melhores exemplos daquela matriz.

Os australianos The Church andam por aí desde que me lembro, a solo ou em grupo, ora em alta ora em  baixa, contudo sempre activos e disponíveis para experiências laboratoriais. “Asleep in the downlights”, há que reconhecê-lo, resulta melhor do que seria expectável.  As concessões são mútuas. A sonoridade planante dos americanos aproximou-me do campo melódico. Incorporou uma bateria, instrumento até aqui quase banido. As letras deixaram de ser um “objecto decorativo”, passando a  instrumentais no projecto.

Steve Kilbey e TimEbandit Powles, escrevem e vocalizam 2 das 4 letras. “No agenda” poderia figurar em qualquer colectânea dos Church; guitarra acústica definindo os contornos da melodia e a voz de Kilbey a condizer com o paradigma.  “Sinking inside yourself” é outro dos temas a reter; um épico que paira no espaço e na memória muito tempo depois de os últimos acordes se desvanecerem. Em resumo, uma agradável surpresa.