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06/11/18

Patti Smith



Patti Smith, entrevista de 24 páginas no magazine "America".
"Devotion", o livro novo, acaba de ser publicado.

22/05/18

Artefactos ( 78 )


Patti Smith "Ha! Ha! Houdini!"

" ... tudo está cumprido chegámos ao lago onde arde fogo e enxofre 
facturem as derradeiras iluminações 
da sua voz
ler ..."

Paulo da Costa Domingos ( fragmento de Poema introdutório, Maio 1982 )

Edição & ETC, Junho 1982, 1000 exemplares



04/01/16

"Ork Records: New York, New York"




Alguns discos contam-nos histórias, outros relatam-nos a História. Uns e outros acabam na prateleira dos clássicos, mas os últimos têm papel importante na compreensão da cultura e do mundo à nossa volta. “Ork Records: New York, New York” é desses um exemplo maior.

Perspectivando: meados dos 70s. O prog-rock aproximava-se do seu estertor e o punk era ainda uma vaga ideia. O underground de Nova Iorque fervilhava e no palco do CBGB o rebuliço era grande.  Patti Smith e  Television deixavam o casulo. Terry Ork, um manager atento e perspicaz, criou a sua própria editora e, respectivamente, gravou os icónicos “Piss Factory” e “Little Johnny Jewel”. O resto é história, tão interessante quanto importante.


Sempre com o CBGB em mira e a New York Renaissance como pano de fundo, Ork e o sócio Charles Ball publicaram muita da música que definiu o tempo e o modo da cidade.  As primeiras composições dos Feelies, o EP de estreia de Richard Hell, Chris Stamey em processo de formatação dos dB’s, os Marbles, Alex Chilton na ressaca dos Big Star, Lenny Kaye escondido atrás dos Link Cromwell, Lester Bangs depois da Rolling Stone e da Creem, Peter Holsapple, Richard Lloyd …

“Ork Records: New York, New York” compila 49 temas com história. Desce à mais obscura das caves, trazendo à superfície pedaços de memórias que, doutra forma, nunca se conheceriam. O formato pode ser em vinilo ou cd; o fundamental é mesmo a música e as 109 páginas do livro que explica porque e como foi criada.

11/06/12

Patti Smith "Banga"


É oficial !!! O Atalho está obcecado com “Banga”.
Desde há uma semana,  a mais recente produção de Patti Smith não para de rodar, em modo “repeat”. E não se prevê nenhum  timing para retorno à normalidade.

Há duas formas de abordar “Banga”. Agarrá-lo pelos cornos, ou seja pela música, ou começar por ler o delicioso booklet explicativo que acompanha o CD e que a própria Patti (d)escreveu com um detalhe e minúcia impares.

Comecei pela música, como aliás faço sempre. Fiquei agarrado. Mas rapidamente percebi que estas canções fabulosas, épicas, contemporâneas, e no entanto repletas de história e referências a culturas ancestrais, necessitavam de ser compreendidas na sua plenitude. E só a autora o podia ajudar a fazer .

Ao ler o booklet percebe-se que cada um destes opus ( e é disso que se trata, pois este é o melhor Patti Smith desde há muitos anos ) tem por trás, para além da vertente sensitiva, um trabalho de pesquisa que nalguns casos tem anos.

 E paradoxo dos paradoxos, algumas destas canções ( “Seneca” por exemplo ) ganharam vida a bordo do “Costa Concórdia” o transatlântico que recentemente naufragou na costa de Itália. “Fuji-San” nasceu no rescaldo da tragédia do recente terramoto no Japão, “This is the girl” ( um tema que a própria Smith afirma que gostaria nunca ter escrito ) foi inspirado no desaparecimento de Amy Whinehouse, “Maria”  resulta  da reflexão  de Patti quando confrontada com o anúncio da morte da actriz Maria Schneider …

Mas nem todos os temas têm uma correlação com factos históricos de conotação negativa. “Nine” nasceu em  Porto Rico ao lado de Johnny Depp quando das filmagens de “The Rum diary”. “Constantine’s dream” ganhou vida a partir da obsessão  peregrina de Patti e do guitarrista Lenny Kaye, em busca do local onde se encontraria uma pintura original de Piero della Francesca . Finalmente  descoberta  por acaso nas paredes de uma igreja em Arezzo, no final de uma tournée em Itália….

Banga” são 12 canções de uma extraordinária riqueza. Feito de paixão, dor, alegria, história, poesia muita poesia, trata-se de uma obra que para ser devidamente compreendida e assimilada necessita de ser escutada no recato do silêncio. 

Só assim será possível perceber as nuances que a escrita de Patti lhe confere. Só assim é possível interiorizar  o lirismo que os instrumentistas lhe emprestaram sempre que tal lhes foi pedido -  Tom Verlaine tem aqui duas intervenções à sua altura (“April Foll” e “Nine”) , Lenny Kaye para além de também compor, continua a ser a coluna vertebral de uma banda que conta com os fiéis Jay Dee Daugherty e Tony Shanahan. “Acessórios” são ainda Johnny Depp (na guitarra acústica), os filhos Jesse e Jackson Smith, este com um solo de guitarra antológico em “Maria”, a primeira responsável pelo piano na versão de “After the Gold Rush”; um momento de rara magia, não apenas pela escolha da canção – já em si significativa -, mas também pelo coro infantil que a envolve e que transmite ao tema uma atmosfera de esperança e optimismo que o original de Neil Young talvez não tenha conseguido à época.

Haveria certamente outras formas mais pragmáticas de abordar “Banga”. É até bastante provável que o tempo e a distância me levassem a escrever algo diferente, embora, creio, nada de muito substancialmente diferente do que aqui fica. Porém hoje, 11.6.2012, é assim que o sinto e é assim que vai ficar. Um trabalho enorme.

05/06/12

Artefactos ( 26 )

"Hey Joe" (Version) e o célebre "Piss factory", são as duas primeiras gravações conhecidas a Patti Smith. O single foi inicialmente publicado em mono pela MER Records em 1974, numa edição reduzida e sem capa.
Mais tarde, em 1977, no auge da popularidade da autora, a Sire reeditou o single respeitando a versão mono, mas acrescentando a picture sleeve.
A primeira edição é absolutamente impossível de encontrar. A segunda surge, por vezes, a preços insanos e injustificáveis. 




28/01/10

John Cale & Friends


Reencontrei este pedaço de história, captado pela objectiva de Bob Gruen, quando abri uma velha pasta repleta de fotos de que já não me recordava. O que eu teria pago para estar perto do palco do Ocean Club em Nova Iorque naquele 21 de Julho de 76…

Uma noite em que John Cale, Patti Smith, Lou Reed e David Byrne, se auto-denominavam “The Loft Dwellers” e, consta, receberam a ajuda dos “irrelevantes” Chris Spedding, Alan Lanier e Mick Ronson.

Para além de um “bootleg” – “John Cale & Friends at The Ocean Club, July 1976” -, cuja qualidade áudio repele mais do que cativa, não há notícia de que algo de mais substancial tenha emergido dos ensaios/sessões. Uma pena.

03/12/09

Killers, Angels, Refugees ( 6 )


"Piss Factory" ( Patti Smith )

Sixteen and time to pay off
I got this job in a piss factory inspecting pipe
Forty hours thirty-six dollars a week
But it's a paycheck, Jack.
It's so hot in here, hot like Sahara
You could faint in the heat
But these bitches are just too lame to understand
Too goddamned grateful to get this job
To know they're getting screwed up the ass
All these women they got no teeth or gum or cranium
And the way they suck hot sausage
But me well I wasn't sayin' too much neither
I was moral school girl hard-working asshole
I figured I was speedo motorcycle
I had to earn my dough, had to earn my dough

But no you gotta, you gotta [relate, babe,]
You gotta find the rhythm within
Floor boss slides up to me and he says
"Hey sister, you just movin' too fast,
You screwin' up the quota,
You doin' your piece work too fast,
Now you get off your mustang sally
You ain't goin' nowhere, you ain't goin' nowhere."
I lay back. I get my nerve up. I take a swig of Romilar
And walk up to hot shit Dot Hook and I say
"Hey, hey sister it don't matter whether I do labor fast or slow,
There's always more labor after."
She's real Catholic, see. She fingers her cross and she says
"There's one reason. There's one reason.
You do it my way or I push your face in.
We knee you in the john if you don't get off your get off your mustang Sally,
If you don't shake it up baby." Shake it up, baby. Twist & shout"
Oh that I could will a radio here. James Brown singing
"I Lost Someone" or the Jesters and the Paragons
And Georgie Woods the guy with the goods and Guided Missiles ...
But no, I got nothin', no diversion, no window,
Nothing here but a porthole in the plaster, in the plaster,
Where I look down, look at sweet Theresa's convent
All those nurses, all those nuns scattin' 'round
With their bloom hoods like cats in mourning.
Oh to me they, you know, to me they look pretty damn free down there
Down there not having crystal smooth
Not having to smooth those hands against hot steel
Not having to worry about the [inspeed] the dogma the [inspeed] of labor
They look pretty damn free down there,
And the way they smell, the way they smell
And here I gotta be up here smellin' Dot Hook's midwife sweat
I would rather smell the way boys smell--
Oh those schoolboys the way their legs flap under the desks in study hall
That odor rising roses and ammonia
And way their dicks droop like lilacs
Or the way they smell that forbidden acrid smell
But no I got, I got pink clammy lady in my nostril
Her against the wheel me against the wheel
Oh slow motion inspection is drivin' me insane
In steel next to Dot Hook -- oh we may look the same--
Shoulder to shoulder sweatin' 110 degrees
But I will never faint, I will never faint
They laugh and they expect me to faint but I will never faint
I refuse to lose, I refuse to fall down
Because you see it's the monotony that's got to me
Every afternoon like the last one
Every afternoon like a rerun next to Dot Hook
And yeah we look the same
Both pumpin' steel, both sweatin'
But you know she got nothin' to hide
And I got something to hide here called desire
I got something to hide here called desire
And I will get out of here--
You know the fiery potion is just about to come
In my nose is the taste of sugar
And I got nothin' to hide here save desire
And I'm gonna go, I'm gonna get out of here
I'm gonna get out of here, I'm gonna get on that train,
I'm gonna go on that train and go to New York City
I'm gonna be somebody, I'm gonna get on that train, go to New York City,
I'm gonna be so bad I'm gonna be a big star and I will never return,
Never return, no, never return, to burn out in this piss factory
And I will travel light.
Oh, watch me now.


"Piss Factory", o flipside de "Hey Joe" foi editado a primeira vez pela Mer Records em 1974. Encontrar um original é tarefa hercúlea, praticamente devotada ao fracasso. A picture sleeve acima corresponde à reedição da Sire Records (SRE 1009), três anos mais tarde. Como curiosidade refira-se que Tom Verlaine toca guitarra na versão de "Hey Joe".