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04/09/16

Steve Gunn "Eyes on the lines"



Prolífero, Steve Gunn parece melhorar a cada registo.

Depois de  Way out weather”, da colaboração com Mike Cooper  em “Cantos de Lisboa” e do fabuloso “Seasonal Hire” com os Black Twig Pickers, Gunn regressa ao lado de Nathan Bowles para um inspirado “Eyes on the lines”.

A cada novo disco, o guitarrista de Brooklyn, já não soma apenas competência e virtuosismo. Acrescenta algo que está apenas ao alcance de uns quantos criadores e que faz toda a diferença: a sofisticação.

Existe algo diferente, cosmopolita se quiserem, no discurso instrumental deste músico que faz dele não apenas um herdeiro e seguidor da escola da “american primitive guitar” como alguém que partindo das raízes, soube adaptar-se a uma sonoridade que não sendo ainda hegemónica, possui todos os ingredientes para  ser falada e consultada no futuro.

Escute-se por exemplo “Conditions Wild” ou “Heavy sails”; as melodias encantam, mas são as guitarras (eléctricas e acústicas) mais do que qualquer outro elemento que cativam e nos agarram aos temas. Para além destes, “Eyes of the lines” acolhe ainda a road song panorâmica que é  “Ancient Jules”, um  sincopado “Park Bench Smile”, assim como o hipnótico “Ark” que nasce nas seis cordas da uma guitarra acústica, prossegue numa espiral de wah wah, e lentamente desvanece até regressar à sonoridade acústica.

Orgânico e ao mesmo tempo refinado, está encontrado um dos discos do ano.

24/08/14

Steve Gunn & Mike Cooper "Cantos de Lisboa"



A meio caminho entre a tradição e a inovação, “Cantos de Lisboa é o resultado da colaboração lisboeta entre dois artesãos da guitarra. Um, reputadíssimo ( Mike Cooper ), outro ( Steve Gunn ) a caminho de o ser.

Três ou quatro gerações separam Mike Cooper do novo prodígio americano, não obstante “Cantos de Lisboa” é uno na diversidade e sendo como é uma espécie de aguarela suscitada pelas cores, luz e cheiros de Lisboa, não se coíbe de fazer a ponte entre o passado do blues acústico ( “Pony Blues” ) e a iconoclastia/improvisação underground ( “Song for Charlie” ).

Pelo caminho ficam entretanto belos quadros impressionistas inspirados por Lisboa e pelas  suas sete colinas. Interessante.