28/04/13
Horace "Waiting for the moon"
19/12/12
Crystal Syphon "Family Evil"
“Family Evil” é o meu disco do ano. Seja lá o que isso possa valer.
Ps: de acordo com informação prestada ao Atalho por Bob Greenlee, baixista da banda, existem várias gravações de concertos no Fillmore West. Estão em processo de remasterização e muito provavelmente verão a luz do dia em 2013. Mais uma boa notícia.
20/12/11
Mad River "Jersey Sloo"

A ligação afectiva e efectiva ao escritor e guru da contracultura Richard Brautigan também ajudou e hoje, quando à tranquila distância de 40 anos, se olha para o psicadelismo californiano não há como ignorar as páginas escritas em São Francisco pelos Mad River.
O Atalho não irá debruçar-se excessivamente sobre a história da banda . A chamada de atenção tem sido feita amiúde e por gente muito mais qualificada. Os discos existem e estão reeditados. E com a multiplicidade das actuais opções tecnológicas podem ser escutados sem qualquer dificuldade.

Este texto pretende apenas noticiar e primeira edição legal de 5 temas míticos gravados algures em 1967 e que apenas haviam circulado através de artefactos piratas com maior ou menor relevância áudio. Quanto ao package, diria: já não se usa. A front-cover, respeitando o artwork da época ( os autores são John Hurford e Jonathan Hill ), acolhe um fabuloso booklet de 36 páginas a cores, com dezenas de fotos inéditas, e onde, após uma introdução de Phil McMullen, David Biasotti contando com a colaboração dos ex-membros do grupo, enquadra e relata TODO o legado dos Mad River.
Sob a forma de um 33 rotações, o EP inclui no lado A “Jersey Sloo”, um clássico do “Bay Area Sound” , com as duas guitarras ora soltas ora entrelaçadas no mais puro estilo Quicksilver. Pena que o tema dure pouco mais de 2 minutos. O flipside integra as restantes 4 canções ( registadas nas chamadas Dayton Sessions ) e ainda que nenhum atinja a dimensão/concisão estilística de “Jersey Sloo”, acrescentam história à já enorme história dos Mad River.
) quanto antes, pois a edição é limitada e também por essa razão potencialmente coleccionável.
10/01/11
Killers, Angels, Refugees ( 23 )

"Love's not the way to treat a friend" ( Richard Brautigan / David Robinson )
"Love's not the way to treat a friend
I wouldn't wish that on you.
I don't want to see your eyes forgotten
on a rainy day, lost in the endless purse
of those who remember nothing.
Love's not the way to treat a friend.
I don't want to see you end up that way
with your body being poured like wounded
marble into the architecture of those who make
bridges out of crippled birds.
Love's not the way to treat a friend.
There are so many better things for you
than to see your feelings sold
as magic lanterns to somebody whose body casts no light."

É conhecida a ligação do escritor Richard Brautigan ao grupo californiano Mad River. Uma das etapas mais brilhantes do psicadelismo americano, o álbum de estreia "Mad River" ( 1968 ) nasceu e cresceu sob a influência artistica e espiritual do poeta/romancista. O segundo, "Paradise Bar and Grill" ( 1969 ) inclui aquele que é o primeiro registo gravado por Brautigan: "Love's not the way to treat a friend".
Tendo embora resultado das sessões que estiveram na origem de "Mad River", o poema ( que David Robinson musicou ) apenas faria parte do alinhamento de "Paradise Bar and Grill".
No entretanto, em Maio de 69, Richard Brautigan permitiu a respectiva publicação na Rolling Stone nº 32 ( foto acima ). "Not the way" foi o título escolhido.



