17/10/12
Pastiches ( 12 )
30/04/11
05/07/10
Pastiches ( 10 )


A história do cidadão Citizen K., tal como nos é contada na respectiva página do MySpace, é deveras curiosa. Embora a mãe não lhe tenha reportado qualquer contacto ou conhecimento com Jackson Browne ( ao invés do que aparentemente terá sucedido com Gene Clark, Dennis Wilson, John Phillips ou George Harrison ), a capa de "Somewhere up north", mais do que um mero pastiche, é uma espécie de homenagem.
Será que esta por enquanto mera curiosidade ficará por aqui?
16/05/10
Pastiches ( 9 )


O “panache” de “The thrill of it all”, “glamour” de “All I want is you” ou a atmosfera “fin de siècle” vivida em “Bitter Sweet”, três peças de antologia que integram “Country Life”, pouco paralelismo têm com o heavy, proto-metal de “Love & Desperation”, muito embora o disco estreia dos Sweet Apple, aqui e ali, como no “glam-rock” “Hold me I’m dying”, pareça querer estabelecer pontes com o velho opus de Ferry, Manzanera e Cª.
Apesar disto, para este seu enésimo “side project”, J. Mascis ( aqui acolitado por John Petkovic, Tim Parnin e Dave Sweetaple ) arriscou parodiar uma das capas mais iconográficas da história. 36 anos depois da foto de Eric Boman e do design de Nicholas deVille para o quarto álbum dos Roxy Music terem sido censurados na primeira edição norte-americana de “Country Life”.
As modelos de ontem, as alemãs Constanze Karoli e Eveline Grunwald, deram entretanto lugar a Natasha Komis e Danielle Lachko.
17/01/10
Pastiches ( 8 )


Quanto ao pastiche relativo ao disco de estreia a solo de Phil Manzanera ( 1975 ), poderá não ter sido voluntário. Mas lá que parece, parece.
17/09/09
Pastiches ( 7 )


"Two Virgins”, publicado em Novembro de 1968, em plena revolução dos costumes e no rescaldo do Maio parisiense, para além de constituir a primeira grande declaração pública de John e Yoko, era simultaneamente um artefacto representativo do seu tempo. A capa reflectia um conceito performativo que Yoko perseguia desde 1965 e a exposição da nudez enquadrava-se facilmente na arte underground da época.
“Husbands” fica a meio caminho entre a paródia e a provocação. Embora Jason Urick garanta que para fazer o disco se inspirou no filme homónimo de John Cassavettes e a capa pretenda ser um tributo a Lennon e Yoko.
12/06/09
Pastiches ( 6 )


Este acabaria por nunca ser terminado e em seu lugar ( inclusivé com o mesmo número de catálogo, ATCO SD33-226 ) seria publicado, em Novembro de 1967, “Buffalo Springfield again”.
Deste pastiche retive dois pormenores:
1) quando os Springfield posaram para a foto, Bruce Palmer estava ausente a contas com a justiça. No seu lugar, com o rosto escondido por trás do chapéu, está o road manager Don Davies
2) curiosa a escolha de Sid Griffin ao copiar a indumentária e pose de Stephen Stills …
13/05/09
Pastiches ( 5 )


Quando em 1970 Nigel Waymouth fotografou Nick Drake e concebeu a capa do seu segundo álbum, estava certamente longe de imaginar que 33 anos depois, o seu trabalho (que assenta como uma luva nas canções de “Bryter Layter” ) pudesse vir a ser recriado e utilizado por uma banda cuja sonoridade se encontra nos antípodas das melodias silenciosas e intimistas do trovador de Warwickshire.
O braço duplo da guitarra de Takeschi acaba por ser o único detalhe dissonante nesta paródia.
09/03/09
Pastiches ( 4 )


No álbum de 2001 “Listen Listen”, por falta de material original ou apenas porque sim, resolveram recriar algumas das canções mais emblemáticas do universo Fairport Convention.
Em matéria de grafismo, sem mais, optaram por reutilizar o layout que Roberta Nicol inventou para a capa do lendário “Liege & Lief”. No capítulo musical, como intérpretes e instrumentistas experimentados que são, evidenciam competência em “Matty grooves”, “Meet on the ledge”, “Listen listen” ou “The poor ditching boy”.
Harmonioso é o adjectivo que melhor se aplica a este pastiche. E o “songbook” da família Fairport não deixa de constituir uma mais valia…
22/02/09
Pastiches ( 3 )


Depois dos notáveis mas largamente ignorados “David Ackles” ( 1968 ) e “Subway to the country” ( 1969 ), o compositor do Illinois, retribuindo a valorização de que era alvo por parte das elites britânicas, deixou os Estados Unidos e fixou-se na paisagem rural inglesa.
A distância clarificou-lhe a perspectiva que tinha do seu próprio país. “American Gothic”, gravado em Londres em 1972 e produzido por Bernie Taupin ( com a bênção de Elton John ) foi a materialização do novo estado de espírito.
A inspiração e lucidez cinematográficas de “American Gothic” remetem para a arte regionalista do pintor americano Grant Wood, cuja obra mais conhecida, precisamente “American Gothic”, é recriada por David Ackles na contracapa do álbum onde, fotografado por Michael Ross, surge com a mulher Janice Vogel nas traseiras do cottage que à data habitava em Bedfordshire, bem perto do coração de Inglaterra.
30/01/09
Pastiches ( 2 )


13/01/09
Pastiches ( 1 )

O oitavo álbum dos Moody Blues foi o primeiro LP que comprei. Daí que, emocionalmente, tenha ficado refém, incapaz de sobre ele exercer um verdadeiro juízo crítico. O trabalho de composição do designer Phil Travers para a capa dupla, exerceu sempre sobre mim um fascínio antigo, quase mitológico.
A óbvia imitação de Jennifer Maguire para o disco que o grupo de David Tibet gravou ao vivo em 9 Outubro de 2003 no Queen Elizabeth Hall, não passa disso mesmo. O brilho hipnótico que o olhar do rapaz Moody Blue emanava, desapareceu na ilustração utilizada na capa de “Halo”.





