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10/12/10

The See See "Late Morning Light"


Os singles “Mary Soul” e “Keep your head” já haviam sinalizado os The See See como uma das bandas a seguir nos trilhos do folk-rock actual. O álbum “Late morning light” vem confirmar e acentuar aquela realidade.

Propulsionada pelos singles ( os dois referidos, mais o recente e também excelente “Powers of ten” ), esta primeira colectânea de canções revela-nos um grupo perspicaz na escolha das influências - Byrds, Elliott Murphy, Springsteen, Jay Farrar, Butterflies of Love – e equilibrado na forma e no conteúdo; estes alicerçados no espírito da São Francisco dos 60s, com um pé em Laurel Canyon e outro no “alternative country” dos 90s. Nos dias bons Ryan Adams também costuma andar por ali, com excelentes resultados como se sabe.



Late morning light”, não sendo propriamente um disco para levar para a ilha deserta, é um registo que se encontra vários patamares acima da mediania; uma bênção para os dias de hoje. E depois, uma banda que nos agradecimentos do álbum inclui os nomes de Quarter After, Hush Arbors, Paul Kelly e Brian Jonestown Massacre, só pode ser acolhida de braços abertos aqui no Atalho.

A primeira edição do LP ( 250 exemplares ) esgotou num ápice. Uma reedição em vinil colorido está por aí a rebentar. A versão em CD está agendada para 2011.

20/05/10

The See See "Mary Soul / Big Wheels"


Reunidas em “Mary Soul” estão as melodias e as guitarras que ajudaram a fazer discos como “Fifth Dimension”, “Velvet Underground” ou “Psycho Candy”.

Uma razão mais para que o Atalho mantenha fundadas esperanças no prometido álbum de estreia dos The See See.

19/03/09

The See See "Keep your head"




Em 2005 e 2006 a imprensa estava tão ocupada em excitar-se e em procurar excitar-nos com o folk de capelista de Joanna Newsom, a costela sul-americana de Devendra, a harpa balzaquiana de Josephine Foster ou os Legos das CocoRosie, que não reparou nem fez reparar no único e extraordinário disco - nos dias que correm – de uma banda de Londres: The Eighteenth Day of May.

O Cd homónimo é composto por 12 temas quase perfeitos, no seio dos quais as guitarras de Ben Phillipson e Richard Olson competem para apurar qual deles melhor estudou a técnica de Richard Thompson. Allison Brice, a vocalista, nem se dá ao trabalho de disfarçar a admiração que nutre por Shirley Collins. Factores que adicionados a um songwriting inspirado fazem um disco notável . Facto que, todavia, não seria suficiente para assegurar a continuidade do grupo.


( The Eighteenth Day of May )

Tendo ficado momentaneamente a perder, acabámos a ganhar pois, das cinzas dos Eighteenth Day of May e até hoje, já nasceram duas novas bandas: The Left Outsides ( já anteriormente abordados no Atalho ) e The See See.

Dinamizados por Richard Olson, os últimos publicaram em 2008 o EP “Up the hill” onde deixavam perceber que o epicentro das suas influências se transferira de Inglaterra ( onde os Left Outsides se mantêm ) para a costa oeste dos EU; facto a que por certo não é estranha a presença no grupo dos americanos Kevin Peyok ( The Waxwings ) e Ben Swank ( Soledad Brothers ). O tema “Up the hill” possui vincada matriz byrdsiana. “Late morning light” por seu lado é algo que se poderá definir como “Richard Buckner meets Son Volt” .



O recente single “Keep your head” ( uma edição em vinil da Great Pop Supplement ) vem consolidar o discurso e acabar com as dúvidas. The See See é em definitivo uma banda folk-rock de inspiração californiana. “Keep your head” possui as cores, as vozes e as guitarras de Cali enquanto as melodias vacilam entre Byrds e Buffalo Springfield. O flipside “Clap your hands and shake a chain” ostenta os “vibratos” e “hooks” que os Plimsouls usaram nos seus álbuns. Identificar melhores pontos cardeais seria difícil.

O álbum só está prometido para o final do ano. Entretanto “Keep your head” está a deixar incandescente a agulha do meu gira discos.