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04/12/17

Chris Bell "Looking Forward, The Roots of Big Star"



Algures entre o estertor do psicadelismo e o dealbar de um “power pop” que conduziria à “new wave”, os 70s americanos conheceram duas bandas seminais cujo culto, ainda hoje, pouco se aventura para além das margens: Modern Lovers e Big Star.
Por norma, quando se aborda o legado destes últimos o nome que salta é o de Alex Chilton. Justamente refira-se.
Não obstante, com ainda menor grau de reconhecimento mainstream, Chris Bell, a outra metade criativa da banda de Memphis, teima em permanecer na penumbra. Sem pretender reescrever a história, convirá “olhar” para as canções de Bell e perceber como foram determinantes para tornar os Big Star tão especiais.
Looking Forward, The Roots of Big Star” compila temas que Chris Bell gravou com os Icewater, Rock City, Wallabys e a solo, antes da associação com Chilton. Particularíssimos, embora desiguais, são uma espécie de “road map” para chegar a muito do que aconteceu a seguir.

23/09/15

Nap Eyes "Whine of the Mystic"


As surpresas encontram-se ao virar da esquina. Acontecem quando menos se espera. Whine of the mystic” é um desses casos.

Oriundos da Nova Scotia, os Nap Eyes são de facto “the greatest band you’ve never heard”. Numa altura em que pouco ou quase nada se inventa e tudo se recicla, o quarteto canadiano faz valer a sua mestria neste difícil enquadramento.

Dito de outra maneira; esteticamente este disco de estreia nada traz de realmente novo, não obstante é quase perfeito de tão simples. Gravadas sem “overdubs” ( afirmam ), as nove canções que o compõem são um enorme espelho retrovisor que nos  permite olhar o histórico de Modern Lovers, Verlaines, The Clean, Go-Betweens ou Pin Group; até mesmo para o Lou Reed de “Walk on the wild side”.

Whine of the mystic” ( objecto em 2014 de uma primeira e restrita edição privada de 200 exemplares ) tem sido catalogado como um “drinking album”. Excessivamente diria. Os textos de Nigel Chapman resultam da observação do quotidiano e, não sendo  propriamente pesados, também não são ingénuos. Donde que, as canções, inquietas todas elas, umas vezes encaixem em Jonathan Richman ou Grant McLennan, outras se aproximem mais de Lou Reed ou de Peter Perrett.

Tudo ponderado, procurem escutar “Dark Creedence”, estrategicamente colocado a abrir o álbum. Se nada vos disser, esqueçam. Passem à frente porque são um caso perdido.