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07/02/16

Artefactos ( 42 )


25 anos de Ptolemaic Terrascope, 10 anos de Terrascope Online.
A comunidade Terrascope está em festa e nada melhor do que comemorar com uma compilação de temas inéditos oferecidos pelas bandas que, desde sempre, gravitam em torno da comunidade.

O artefacto, "Paper Leaves - A Terrascope Celebration" uma edição privada e limitada a 200 exemplares, apresenta o seguinte alinhamento:


- Black Tempest "Terrescopula Tempestua"
- Nick Nicely "Dance away"
- Dead Sea Apes "Universal Translator"
- White Hills "Thermal Head"
- Ben Chasny "Dead and rising"
- The Left Outsides "Young girl cut down in her prime"
- Bevis Frond "Back in the churchyard"
- Bardo Pond "Pumori"

01/01/14

Artefactos ( 36 )

 
"Hello and welcome to the third issue of the The Terrascopaedia, a limited edition hand crafed letter press periodical that provides a glimpse, as if through vintage spectacles, into the analog world of Terrascopic music." ( do editorial, por Phil McMullen )
 
Número 3 da "The Terrascopaedia". Simples e austero, como os dois anteriores. Mas de novo magnificamente pensado e melhor executado. Artwork antigo, impressão manual, textos brilhantes e um gosto musical absolutamente irrepreensível ( Horace, MONO, Six Organs of Admittance, Wolf People, Bardo Pond, Lawrence Hammond, Green Pajamas e Bevis Frond ).
 
100 exemplares apenas ( já esgotados seguramente ) mas muita devoção, pela música e pelos músicos. São artefactos como este mantêm o Atalho no ar.
 
 

16/07/13

The Bevis Frond "White Numbers"


 
Um novo cd de Nick Saloman é sempre motivo de grande satisfação. Dois novos cds  de Nick Saloman são razão para celebração.
White Numbers” o mais recente Bevis Frond, é duplo e começa exactamente  onde “Leaving London” se quedara, há cerca de dois anos.

Em regra, as criações de Saloman têm uma característica que as diferencia das demais. São sensoriais na essência e abrasivas na forma. Um desiderato que serve tanto para os temas eléctricos como para as baladas acústicas.
E aqui, por paradoxal que possa parecer,  Saloman aproxima-se e muito dessa outra alma penada ( mais um deserdado da sorte ) que é Rich Hopkins.  Este, seja com os Sand Rubies, os Luminarios ou a solo, persegue uma narrativa que privilegia os sentidos e as emoções, muito mais do que o lirismo e a poesia desgarrados da realidade. Hopkins vem de Tucson no Arizona e tem o deserto como horizonte. Saloman é um londrino de gema e, embora o cenário seja radicalmente diferente, as motivações não são tão diversas assim.

White Numbers” é um grande registo de rock psicadélico puro e duro. Calibrado. As peças acústicas, cirurgicamente intercaladas nas sequências  eléctricas como sempre deve ser.  E no final, 24 temas depois ( o último, uma longa “electric jam session” ) a única coisa que apetece é voltar ao inicio. O que é dizer tudo, ou quase.

25/11/12

Psycholândia 5


Psycholândia Parte V. A saga continua.
Está prevista para os próximos dias a edição de um outro conjunto de singles/EPs coleccionáveis em mais uma belíssima iniciativa da Fruits de Mer Records.

Sem observar qualquer espécie de ordem, deixo o registo.


1 ) The Luck of Eden Hall
Oriundo da cena neo-psych de Chicago, o trio The Luck of Eden Hall conta já várias gravações no curriculum, entre elas o seminal “Belladonna Marmalade” ( 1993 ). Ao álbum mais recente deram o delicioso título de  Alligators eat Gumdrops” e dele retiraram dois originais para integrar este EP: “Bangalore” e “This is strange”. Entre o psicadélico, o garage-rock e o power-pop, The Luck of Eden Hall expressa-se sem constrangimentos técnicos e oferece-nos como bónus duas versões de peso: “Crystal Ship” dos Doors ( magnífica ) e “Black Sheep”,  um original dos menosprezados SRC.


2 ) The League of Psychedelic Gentlemen

Naturalmente inspirado no filme “The League of Extraordinary Gentlemen” este EP congrega os nomes de Nick Nicely, The Bevis Frond, Anton Barbeau e Paul Roland.  Cada um é responsável por um tema original e, sabendo-se como se sabe, o que vale cada um nomes citados , pouco mais haverá a acrescentar. 15 minutos e 23 segundos de absoluta magia.
 


3 ) The 2013 Fruits de Mer Annual
Dois lados A; no primeiro os Temple Music com uma versão spacey e incestuosa ( avant/dark/noise-folk ) de “Pegasus” um clássico dos Hollies para o álbum “Butterfly” ( 1967 ). No segundo, a banda russa Vespero espraiando ao longo de cerca de  8 minutos “Jennifer”, o tema que os Faust projectaram para o futuro em “Faust IV” ( 1973 ). Uma combinação perfeita que irá certamente fazer deste EP um artefacto muito popular.
 


4 ) The White EP
Enésimo tributo ao “álbum branco” dos Beatles, como o título deixa perceber. Aqueles que me conhecem sabem que não fui, não sou, nem nunca serei fã dos Beatles enquanto linha de montagem de hits ( podem começar a disparar !!! ). Sempre me pareceu ridículo e desproporcionado o culto devotado a uns tipos que quando partiam para um novo single comentavam entre si: “vamos escrever mais uma piscina”. Mas as coisas são o que são. E, por norma,  as pessoas sentem-se mais confortáveis no seio de uma multidão, seja de que índole for.

Dito isto, concedo que os rapazes até escreveram algumas boas canções. Parte delas encontram-se em “White Album”. “The White EP” é constituído por 8 temas recuperados do duplo álbum original todos eles exclusivamente recriados para esta edição. Anton Barbeau, Bevis Frond, The Luck of Eden Hall, Pretty Things, Jack Ellister, Cranium Pie, Seventh Ring of Saturn e Henry Padovani são aqui os mestres de cerimónia.
Detalhando: interessante a versão de “Glass Onion” por The Bevis Frond; excelente a prestação dos Pretty Things em “Helter Skelter” ( só a ausência da irritante vocalização de Lennon já é uma mais valia ); agradável e domingueira a versão de Jack Ellister para “Dear Prudence” ; consistente o tratamento dado a “Savoy Truffle” pelos Seventh Ring of Saturn.

Feita a devida referência, a avaliação definitiva será da responsabilidade dos leitores…, e do tempo.

27/12/11

The Bevis Frond "The leaving of London"


Nos últimos 20 anos Nick Saloman dinamizou um conjunto de projectos que se revelaram fundamentais para o renascer do psicadelismo enquanto paradigma musical. Desde logo com Phil McMullen foi um dos fundadores do mítico Ptolemaic Terrascope, uma fanzine que mudou por completo a forma como o psicadelismo e linguagens limítrofes eram vistas nos anos 80 no Reino Unido e não apenas.

Regressado do passado, o psicadelismo passou a ser olhado como algo de contemporâneo, perene, e a ponte entre as heranças sixties californiana e inglesa foi de novo estabelecida, mas desta vez com passagens activas pelo pós-punk, krautrock e pelo paisley underground. Ou seja, uma estética considerada passadista ganhou contornos de modernidade e o número de bandas que nasceram e cresceram à sombra da fanzine atingiu proporções inimagináveis. 20 anos volvidos, os ecos ainda andam por aí. E a editora Woronzow que Saloman também criou não é estranha a todo este processo.

Mas uma contribuição tão ou mais importante terá sido a criação do projecto The Bevis Frond. Neste capítulo, o que ficou para trás é já histórico. O que está pela frente é no mínimo empolgante. The leaving of London”, por exemplo . A mudança física da capital para o East Sussex, funcionou como catalisador criativo e, aos ouvidos do Atalho, “The leaving of London” pode muito bem ser um dos melhores registos do grupo.


Os “compagnons de route” (Adrian Shaw e Dave Pearce) estão lá como sempre, a voz tão “next door” com Costello quanto possível também, mas o “song-writing” atingiu um patamar superior. Ora bordejando o psicadelismo inglês dos 80s (que também ajudou a fazer ), ora cortejando o “paisley underground” e/ou “desert rock” americanos ( e quanto a este último, não deixa de ser assombrosa a comunhão espiritual e criativa com esse outro deserdado da sorte que dá pelo nome de Rich Hopkins, mais famoso e reconhecido na Alemanha que em Tucson, a sua terra natal ).

Para que não restem dúvidas: “The Leaving of London” é de escuta obrigatória. Dos 18 temas , atrevo-me a salientar “Johnny Kwango” ( aquela abertura radiofónica da voz em off “Everybody has a favourite tune, is this yours?”, liquidou-me de imediato ainda não estava no ar uma única nota musical ), as guitarras de “An old Vice”, o tema título, “Testament”, “Preservation Hill” e “Too Kind” que, em palco, deverá ser algo de absolutamente avassalador. Caso o orçamento só vos permita comprar um CD por mês, já sabem o que têm de fazer.

Nota: já agora, os Bevis Frond peregrinam pela Europa em concertos dispersos. Não haverá por aí ninguém que lhes possa estender uma mão portuguesa?