02/05/26
Lost Nuggets ( 213 )
22/04/26
Pearls Before Swine, "Tom Rapp: The Man Who Fell To Earth"
Tom Rapp formou os Pearls Before
Swine em 1965. Tinha completado 18 anos.
Os dois primeiros álbuns da banda
“One Nation Underground” ( 1967 ) e “Balaklava” ( 1968 ) são hoje considerados
clássicos do psicadelismo americano mas não apenas. Em linha com o padrão da
ESP Records, editora para a qual foram publicados, possuíam uma vincada faceta
folk, experimental, por vezes erudita, adequadamente condimentadas pela
vertente de cariz literário aportada por Tom Rapp.
Este, com a banda ou a solo,
gravaria ainda um conjunto de álbuns todos meritórios e diferenciados no que ao
mainstream dizia respeito. Abandonaria a música em meados de 1973 para se dedicar
à advocacia dos direitos civis.
Em modo doméstico, algures entre a
publicação dos dois primeiros álbuns e a restante discografia, gravou em fita
um conjunto de canções que ficaram penduradas na linha do tempo durante
décadas.
São essas gravações ou parte
delas que “Tom Rapp, The Man Who Fell To Earth” nos dá agora a conhecer na sua
versão lo fi original, isto é: Tom Rapp, voz e guitarra acústica.
Refira-se no entanto que nenhuma
das edições exclui a outra. As versões dos seis temas incluídos em “A Journal of
the Plague Year” possuem a roupagem que os Rapp recém convertidos e neo-psicadélicos
do final do século propuseram ao autor ( com belíssimos resultados aliás ).
O que “The Man Who Fell To Earth”
nos traz, para além do correcto enquadramento temporal, é a beleza singela das
interpretações aliada a uma particular
melancolia patente nos textos do autor.
Um belíssimo capítulo que se julga fechado, finalmente.
12/04/26
"So High I've Been, A European Rock Anthology 1967-1973", "This Can't Be Today, American Psychedelia & The Paisley Underground 1977-1988"
“So High I’ve Been, A European Rock Anthology 1967-1973” é,
supomos, uma compilação que urgia ser elaborada e publicada.
Em primeiro lugar porque existe muita música criada na Europa
continental que continua por descobrir; depois, porque não abundam as colectâneas
dedicadas ao tema.
Dito isto, será que “So High I’ve Been” cumpre o desiderato?
Subsistem-nos as maiores dúvidas. Desde logo por que razões legais
relativas a direitos contratuais estão na origem da ausência de nomes como Can,
Amon Duul, Neu! ou Aphrodite’s Child. Pelas mesmas razões ou talvez por opção
do curador David Wells, Agitation Free, Alrune Rod, Cargo, Ilous &
Decuyper, Sandrose, Ash Ra Tempel, Broselmaschine, Sergius Golowin, Holderlin, Wind, Jeronimo ou Triangle, entre dezenas de outras relevâncias, ficaram de fora.
Em contrapartida o prog italiano e neerlandês ( PFM, Le Orme,
Acqua Fragile, Analogy, Osanna, Ekseption, Shocking Blue ) encontram-se “excessivamente”
representado.
Opções e condicionantes de quem compila, obviamente. Mas para
além da hipotética raridade, vale a pena questionar que sentido fazem bizarrias
como Siloah com “Krishna’s Golden Dope
Shop” ou “Floating” dos Inter-Groupie Psychotherapeutic Elastic Band, uma
charada que o próprio autor – Vangelis -
decidiu esquecer.
Depois disto e apesar disto, há em “So High I’ve Been” muito para descobrir e
aprender, designadamente tudo o que nos é proposto pelas bandas e músicos
escandinavos.
Se o punk tinha reagido à ditadura de “Dark Side of The Moon”, “Tales from Topographic Oceans”, “Hotel California”, “Brain Salad Surgery”, “A Night at The Opera” ou “Goodbye Yellow Brick Road”, a renascença rock americana aquartelada no denominado “Paisley Underground” reagiu, simultaneamente, aos fenómenos infectos da época ( Kiss, Kansas, Journey, AC/DC, Meat Loaf ) bem como ao Tecno Synth Pop então emergente ( Soft Cell, Depeche Mode, Duran Duran, Human League, Berlin, Spandau Ballet, Orchestral Manoeuvres in the Dark, Ultravox … ).
Discos “antigos” dos Byrds, Zombies, Stooges, Love, Buffalo Springfield, The 13th Floor Elevators, Beach Boys, Television, Modern Lovers, Big Star ou Velvet Underground voltaram aos pratos dos velhos gira discos e tudo começou de novo.
Aquilo que se escuta no conjunto dos 67 temas de “This Can’t
Be Today, American Psychedelia & The Paisley Underground 1977-1988”, é
apenas uma pequena amostra da importância e dimensão que o movimento atingiu.
Nem todas as escolhas serão as mais felizes/adequadas ( aqui talvez
de novo o licenciamento dos direitos ) contudo é permitido a quem não foi contemporâneo
ficar com uma ideia de como e de onde surgiram R.E.M., Rain Parade, dB’s, Dream Syndicate, Green on Red, The Fans, The
Long Ryders, Bangles, Meat Puppets, 28th Day, Flaming Lips, Green Pajamas ou
The Sneetches entre muitos outros.
Atrevam-se. Investir em conhecimento é sempre uma aposta
segura.
26/03/26
Lost Nuggets ( 212 )
05/03/26
Record Files ( 35 )
24/02/26
15/02/26
Lost Nuggets ( 211 )
09/02/26
Leituras
30/01/26
Jackie DeShannon "Love Forever Demo Recordings 1966-68"
Abordou as linguagens do folk, folk-rock, country, soul, blues,
gospel, sunshine pop, girl group…, cantou The Band, Margo Guryan, Carole King, Jack
Nitzsche …, colaborou com The Byrds, Randy Newman, Jimmy Page, Leon Russell …,
foi cantada por Marianne Faithful, Searchers, The Ronettes, Delaney &
Bonnie, The Byrds ( de novo ) e por mais de meio mundo…
E no entanto, Jackie DeShannon, a detentora do curriculum acima
apenas parcialmente referido, permanece um esquecimento sempre que se invoca a
história do período da música americana que frequentou.
A relativa indiferença ou, se quiserem, a parcimónia com que
foi recebido “Love Forever Demo Recordings 1966-68” significa mais uma pequena
prova disso mesmo.
Datadas do período compreendido entre 1966 e finais de 1967,
as dezasseis demos que integram “Love Forever” foram gravadas e publicadas em
acetatos que circularam apenas no seio da indústria. A intenção era vender as putativas
canções no mercado.
Comummente conectadas com esboços de canções, as demos presentes
em “Love Forever” são tudo menos isso. Empolgantes e na sua grande maioria
inspirados, estes “projectos” de canções ilustram o tempo em que DeShannon
operou a transição entre o seu período pop / folk rock e o consolidar da matriz
singer-songwriter através do seminal álbum “Laurel Canyon”.
Alguns destes temas surgiram mais tarde em álbuns de Jackie
DeShannon ( “Nicole” em “Me About You” ), outros como “Effervescent Blues” foi
lado B do single “The Weight” e “Children & Flowers” foi usado pelos The
Critters em “Younger Girl”. A maioria no entanto permaneceria inédita até “Love Forever”.
Suspeitamos que uma larga faixa de artistas ambicionaria que
os seus produtos finais ombreassem com a qualidade aqui patenteada por DeShannon.
21/01/26
15/01/26
"I Shall Be Released, covers of Bob Dylan 1963-1970"
14/01/26
Lost Nuggets ( 210 )
14/12/25
"Safe In My Garden, American Pop In The Shadows 1967-1972"
01/12/25
Jardins do Paraíso ( 89)
16/11/25
Record Files ( 34 )
Publicado no Reino Unido em Outubro de 1969 com o selo da
Liberty, “I asked for water, she gave gasoline” reveste a forma de uma compilação.
O foco é o blues e os artistas são os da casa ( Tony McPhee, Jo-Ann Kelly, Andy Fernbach ... ). Um dos
principais motivos de interesse reside nos dois temas de Andy Fernbach ( “She’s
gone” e “Built my hopes too high” ) ambos ausentes do seu único álbum “If you
miss your connexion” e só disponíveis na edição original do vinil.
A capa da edição inglesa reproduz uma pintura de inspiração
surrealista da autoria de Jim Pitts.
A prensagem americana da Imperial não acompanhou o design da
Liberty optando por uma obra de Kevin Leveque.










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