Fotos de Marcel Fugère
20/05/26
Lost Nuggets ( 214 )
Fotos de Marcel Fugère
11/05/26
Record Files ( 36 )
“Picturesque Matchstickable Messages From The Status Quo” foi
publicado pela PYE Records no Reino Unido em Setembro de 1968 nas versões Mono
e Stereo.
Dava sequência a três singles de razoável sucesso e apresentava um quarto, “Technicolor
Dreams / Paradise Flat” ( todos incluídos na edição UK ). O último acabou por
ser retirado do mercado logo após a publicação.
O facto transformou “Technicolor Dreams” no artefacto mais
raro e caro do espólio Status Quo. Ao longo dos anos foram encontradas algumas cópias
de exportação na Suiça, Áustria e em Portugal.
A versão stereo do álbum para o mercado americano,
rebaptizada pela Cadet Records de “Messages From The Status Quo”, foi publicada
numa capa diferente e também com um conjunto de temas mais curto, dez títulos
apenas.
Saíram do alinhamento “Sheila”, um tema de Tommy Roe e “Green
Tambourine” dos Lemon Pipers.
07/05/26
Eclection "BBC Top Gear Sessions"
“Never was a group more appropriated named. It is made up of one
Canadian, two Australians, a Norwegian and an Englishman. They have a little of
Jefferson Airplane in them, a little of The Seekers, a little of the Bee Gees,
a little of everyone. Their sound is based on very complex four-part harmonies.
Kerrilee Male, an Australian, looks and sings like Grace Slick of the Airplane
when she isn’t looking and singing like Judy Durham of the Seekers.” ( Lillian Roxon in “Rock Encyclopedia”, 1969
)
Consta que o nome da banda terá sido proposto por Joni
Mitchell ao guitarrista Mike Rosen ( o canadiano do grupo ), segundo ela “they
were such a eclectic bunch”.
Verdadeiro ou não o facto é que a música dos Eclection, pouco
valorizada na época, acabou por se demonstrar terrivelmente resistente à erosão
do tempo, a ponto de o seu único álbum homónimo ( “Eclection”, 1968 ) ser hoje um clássico, livre de todos os
incómodos inerentes a peças claramente datadas.
“BBC Top Gear Sessions” é o somatório de três gravações na BBC: 23 de Julho de
1968, ainda com Kerrilee Male (
abandonaria o mundo da música no final do ano ), 19 Novembro de 1968 e 21 de
Abril de 1969, ambas já com a contribuição vocal de Dorris Henderson, uma cantora
de folk / blues originária da Califórnia e que à data tinha já no activo duas magníficas
colaborações com John Renbourn.
“BBC Top Gear Sessions” deve ser o único registo conhecido em
que Trevor Lucas interpreta “Both Sides, Now” de Joni Mitchell; da mesma forma
que é o único registo onde se pode desfrutar do fantástico “Put Your Face On”,
um tema que os Airplane não desdenhariam ter composto e gravado.
Para além de “Neverthless”, “Will Tomorrow Be The Same”, “Violent Drew” e “Another
Time Another Place”, todos do álbum “Eclection” e de “Please”, objecto duas
versões em single, os restantes sete temas eram até agora inéditos. Permitem de
resto conjecturar sobre e como seria um segundo álbum caso a Elektra Records
tivesse corrido o risco de o promover.
Ficaram estas gravações de uma beleza imperfeita e sobretudo ficou “Eclection”,
esse disco extraordinário que o tempo não logrou corroer.
Em Dezembro de 1969, Trevor Lucas e Gerry Conway partiram para os Fotheringay e
mais tarde para os Fairport Convention; John Palmer integrou os Family e George
Hultgreen ( aka Georg Kajanus ) fundou os Sailor.
O resto encontra-se nas páginas da história.
02/05/26
Lost Nuggets ( 213 )
22/04/26
Pearls Before Swine, "Tom Rapp: The Man Who Fell To Earth"
Tom Rapp formou os Pearls Before
Swine em 1965. Tinha completado 18 anos.
Os dois primeiros álbuns da banda
“One Nation Underground” ( 1967 ) e “Balaklava” ( 1968 ) são hoje considerados
clássicos do psicadelismo americano mas não apenas. Em linha com o padrão da
ESP Records, editora para a qual foram publicados, possuíam uma vincada faceta
folk, experimental, por vezes erudita, adequadamente condimentadas pela
vertente de cariz literário aportada por Tom Rapp.
Este, com a banda ou a solo,
gravaria ainda um conjunto de álbuns todos meritórios e diferenciados no que ao
mainstream dizia respeito. Abandonaria a música em meados de 1973 para se dedicar
à advocacia dos direitos civis.
Em modo doméstico, algures entre a
publicação dos dois primeiros álbuns e a restante discografia, gravou em fita
um conjunto de canções que ficaram penduradas na linha do tempo durante
décadas.
São essas gravações ou parte
delas que “Tom Rapp, The Man Who Fell To Earth” nos dá agora a conhecer na sua
versão lo fi original, isto é: Tom Rapp, voz e guitarra acústica.
Refira-se no entanto que nenhuma
das edições exclui a outra. As versões dos seis temas incluídos em “A Journal of
the Plague Year” possuem a roupagem que os Rapp recém convertidos e neo-psicadélicos
do final do século propuseram ao autor ( com belíssimos resultados aliás ).
O que “The Man Who Fell To Earth”
nos traz, para além do correcto enquadramento temporal, é a beleza singela das
interpretações aliada a uma particular
melancolia patente nos textos do autor.
Um belíssimo capítulo que se julga fechado, finalmente.
12/04/26
"So High I've Been, A European Rock Anthology 1967-1973", "This Can't Be Today, American Psychedelia & The Paisley Underground 1977-1988"
“So High I’ve Been, A European Rock Anthology 1967-1973” é,
supomos, uma compilação que urgia ser elaborada e publicada.
Em primeiro lugar porque existe muita música criada na Europa
continental que continua por descobrir; depois, porque não abundam as colectâneas
dedicadas ao tema.
Dito isto, será que “So High I’ve Been” cumpre o desiderato?
Subsistem-nos as maiores dúvidas. Desde logo por que razões legais
relativas a direitos contratuais estão na origem da ausência de nomes como Can,
Amon Duul, Neu! ou Aphrodite’s Child. Pelas mesmas razões ou talvez por opção
do curador David Wells, Agitation Free, Alrune Rod, Cargo, Ilous &
Decuyper, Sandrose, Ash Ra Tempel, Broselmaschine, Sergius Golowin, Holderlin, Wind, Jeronimo ou Triangle, entre dezenas de outras relevâncias, ficaram de fora.
Em contrapartida o prog italiano e neerlandês ( PFM, Le Orme,
Acqua Fragile, Analogy, Osanna, Ekseption, Shocking Blue ) encontram-se “excessivamente”
representado.
Opções e condicionantes de quem compila, obviamente. Mas para
além da hipotética raridade, vale a pena questionar que sentido fazem bizarrias
como Siloah com “Krishna’s Golden Dope
Shop” ou “Floating” dos Inter-Groupie Psychotherapeutic Elastic Band, uma
charada que o próprio autor – Vangelis -
decidiu esquecer.
Depois disto e apesar disto, há em “So High I’ve Been” muito para descobrir e
aprender, designadamente tudo o que nos é proposto pelas bandas e músicos
escandinavos.
Se o punk tinha reagido à ditadura de “Dark Side of The Moon”, “Tales from Topographic Oceans”, “Hotel California”, “Brain Salad Surgery”, “A Night at The Opera” ou “Goodbye Yellow Brick Road”, a renascença rock americana aquartelada no denominado “Paisley Underground” reagiu, simultaneamente, aos fenómenos infectos da época ( Kiss, Kansas, Journey, AC/DC, Meat Loaf ) bem como ao Tecno Synth Pop então emergente ( Soft Cell, Depeche Mode, Duran Duran, Human League, Berlin, Spandau Ballet, Orchestral Manoeuvres in the Dark, Ultravox … ).
Discos “antigos” dos Byrds, Zombies, Stooges, Love, Buffalo Springfield, The 13th Floor Elevators, Beach Boys, Television, Modern Lovers, Big Star ou Velvet Underground voltaram aos pratos dos velhos gira discos e tudo começou de novo.
Aquilo que se escuta no conjunto dos 67 temas de “This Can’t
Be Today, American Psychedelia & The Paisley Underground 1977-1988”, é
apenas uma pequena amostra da importância e dimensão que o movimento atingiu.
Nem todas as escolhas serão as mais felizes/adequadas ( aqui talvez
de novo o licenciamento dos direitos ) contudo é permitido a quem não foi contemporâneo
ficar com uma ideia de como e de onde surgiram R.E.M., Rain Parade, dB’s, Dream Syndicate, Green on Red, The Fans, The
Long Ryders, Bangles, Meat Puppets, 28th Day, Flaming Lips, Green Pajamas ou
The Sneetches entre muitos outros.
Atrevam-se. Investir em conhecimento é sempre uma aposta
segura.
26/03/26
Lost Nuggets ( 212 )
05/03/26
Record Files ( 35 )
24/02/26
15/02/26
Lost Nuggets ( 211 )
09/02/26
Leituras
30/01/26
Jackie DeShannon "Love Forever Demo Recordings 1966-68"
Abordou as linguagens do folk, folk-rock, country, soul, blues,
gospel, sunshine pop, girl group…, cantou The Band, Margo Guryan, Carole King, Jack
Nitzsche …, colaborou com The Byrds, Randy Newman, Jimmy Page, Leon Russell …,
foi cantada por Marianne Faithful, Searchers, The Ronettes, Delaney &
Bonnie, The Byrds ( de novo ) e por mais de meio mundo…
E no entanto, Jackie DeShannon, a detentora do curriculum acima
apenas parcialmente referido, permanece um esquecimento sempre que se invoca a
história do período da música americana que frequentou.
A relativa indiferença ou, se quiserem, a parcimónia com que
foi recebido “Love Forever Demo Recordings 1966-68” significa mais uma pequena
prova disso mesmo.
Datadas do período compreendido entre 1966 e finais de 1967,
as dezasseis demos que integram “Love Forever” foram gravadas e publicadas em
acetatos que circularam apenas no seio da indústria. A intenção era vender as putativas
canções no mercado.
Comummente conectadas com esboços de canções, as demos presentes
em “Love Forever” são tudo menos isso. Empolgantes e na sua grande maioria
inspirados, estes “projectos” de canções ilustram o tempo em que DeShannon
operou a transição entre o seu período pop / folk rock e o consolidar da matriz
singer-songwriter através do seminal álbum “Laurel Canyon”.
Alguns destes temas surgiram mais tarde em álbuns de Jackie
DeShannon ( “Nicole” em “Me About You” ), outros como “Effervescent Blues” foi
lado B do single “The Weight” e “Children & Flowers” foi usado pelos The
Critters em “Younger Girl”. A maioria no entanto permaneceria inédita até “Love Forever”.
Suspeitamos que uma larga faixa de artistas ambicionaria que
os seus produtos finais ombreassem com a qualidade aqui patenteada por DeShannon.
21/01/26
15/01/26
"I Shall Be Released, covers of Bob Dylan 1963-1970"
14/01/26
Lost Nuggets ( 210 )















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