15/09/26
Jardins do Paraíso ( 92 )
04/09/26
Jardins do Paraíso ( 91 )
Orange County, Califórnia, 1970.
Seguramente ofuscada pela projeccão e estatuto de alguns dos
seus colegas singer-songwriters ( Tim
Buckley, Judee Sill, Jackson Browne, Joni Mitchell … ), Kathy Smith não logrou
nunca almejar o patamar de sucesso compatível com o seu talento. E, neste
aspecto, nem uma participação no festival da Ilha de Wight em 1970 logrou
ajudar.
Não obstante gravou para a Stormy Forest de Richie Havens
dois álbuns cuja obscuridade caminha paredes meias com o talento da autora.
O segundo, prosaicamente titulado de “2”, data de Novembro de
1971 e acaba de receber a primeira reedição oficial.
É um disco belíssimo, simultaneamente arrojado e intimista. O
intimismo não espanta, constituía a marca de água dos singer-songwriters; o
arrojo por sua vez, radica numa inovativa fusão entre o folk psicadélico e o
jazz.
As canções são maioritariamente escritas por Kathy Smith. A
par destas, estão também presentes temas de Jimmie Spheeris ( a conferir o seu magnífico
“Isle of View”, onde o tema “Seven Virgins” surge também ), Jackson Browne ( “It’s
taking so long” constitui a única versão oficialmente editada do tema ) e de
Pamela Polland ( que entre muitos outros escreveu “Tulsa County Blue” para os
Byrds de “Ballad of Easy Rider” ).
Alguns dos músicos, parte deles ainda ilustres desconhecidos
na época, davam pelos nomes de Jan Hammer, Tony Levin, Don Alias, Warren
Bernhardt, Jimmie Spheeris ou Jeremy Steig.
Tudo dito, ou quase. Faltará apenas referir que a reedição inclui dois trechos
inéditos: uma demo de “For Emily” da própria Kathy Smith e uma versão frugal de “Hang On To A Dream” de Tim Hardin.
20/07/26
Lost Nuggets ( 216 )
- "Amongst Anenomes"
- "Raven"
-"Fly On Strangewings"
- "Mayfly"
- "Alan's Song"
- "Bad Magic"
- "Clippership"
- "Five Of Us"
- "Reflections On a Harbour Wall"
- "Mrs. Adams"
- "Fly Me To The North"
- "Away From The Family"
Arranjos de Phil Dennys
Design de Jon Miller e Jim Goff
Fotos de Barry Wentzell
14/07/26
Marianne Segal "The Gathering"
Uma das falhas do Atalho, entre muitas outras, prende-se com
o facto de nunca ter feito qualquer menção ao Jade ( ou Silver Jade para o
mercado americano ) um trio de folk rock britânico onde para além de Ron
Edwards ( ex-Picadilly Line e ex-Edwards Hand ) e David Waite pontificava a voz
e o talento de Marianne Segal.
Vem esta introdução a propósito da programada edição de “The
Gathering”, álbum onde Marianne Segal conta com a participação dos vetustos e semi-obscuros
Circulus.
Na verdade, a anunciada publicação da Fruits de Mer mais não
é do que a reedição de um CD lançado em 2007 pela própria e então objecto de uma
edição limitada a 500 exemplares.
Por via disso, voltei a “The Gathering”, quase duas décadas volvidas.
Composto na totalidade por Marianne, o álbum possui aquela
rara beleza que os predestinados frequentemente conferem às suas criações. Concebido
e ancorado neste milénio, e aqui e ali invadindo sonoridades comuns ao rock, “The
Gathering” é no seu todo um disco belíssimo.
A autora não perdeu a antiga sensibilidade rural ( de que as
canções que integram “Fly on Strangewings” dos Jade são disso a melhor evidência
), bucólica por vezes. Só que agora adiciona-lhe a experiência e a sabedoria adquirida
ao longo de quatro décadas.
“September Song”, “Saints of Tapestry”, “Sussex downs”, inclusive o compassado “Root
People”, são canções que facilmente nos ocupam a memória, mesmo a selectiva.
Em suma, regressar a “The Gathering” foi uma experiência
reconfortante. Tal como o foi relembrar um belíssimo “Little Lucy”, o “tema
escondido” do CD.
06/07/26
Lost Nuggets ( 215 )
02/07/26
Leituras
15/06/26
13/06/26
Jardins do Paraíso ( 90 )
06/06/26
Artefactos ( 145 )
20/05/26
Lost Nuggets ( 214 )
Fotos de Marcel Fugère
11/05/26
Record Files ( 36 )
“Picturesque Matchstickable Messages From The Status Quo” foi
publicado pela PYE Records no Reino Unido em Setembro de 1968 nas versões Mono
e Stereo.
Dava sequência a três singles de razoável sucesso e apresentava um quarto, “Technicolor
Dreams / Paradise Flat” ( todos incluídos na edição UK ). O último acabou por
ser retirado do mercado logo após a publicação.
O facto transformou “Technicolor Dreams” no artefacto mais
raro e caro do espólio Status Quo. Ao longo dos anos foram encontradas algumas cópias
de exportação na Suiça, Áustria e em Portugal.
A versão stereo do álbum para o mercado americano,
rebaptizada pela Cadet Records de “Messages From The Status Quo”, foi publicada
numa capa diferente e também com um conjunto de temas mais curto, dez títulos
apenas.
Saíram do alinhamento “Sheila”, um tema de Tommy Roe e “Green
Tambourine” dos Lemon Pipers.
07/05/26
Eclection "BBC Top Gear Sessions"
“Never was a group more appropriated named. It is made up of one
Canadian, two Australians, a Norwegian and an Englishman. They have a little of
Jefferson Airplane in them, a little of The Seekers, a little of the Bee Gees,
a little of everyone. Their sound is based on very complex four-part harmonies.
Kerrilee Male, an Australian, looks and sings like Grace Slick of the Airplane
when she isn’t looking and singing like Judy Durham of the Seekers.” ( Lillian Roxon in “Rock Encyclopedia”, 1969
)
Consta que o nome da banda terá sido proposto por Joni
Mitchell ao guitarrista Mike Rosen ( o canadiano do grupo ), segundo ela “they
were such a eclectic bunch”.
Verdadeiro ou não o facto é que a música dos Eclection, pouco
valorizada na época, acabou por se demonstrar terrivelmente resistente à erosão
do tempo, a ponto de o seu único álbum homónimo ( “Eclection”, 1968 ) ser hoje um clássico, livre de todos os
incómodos inerentes a peças claramente datadas.
“BBC Top Gear Sessions” é o somatório de três gravações na BBC: 23 de Julho de
1968, ainda com Kerrilee Male (
abandonaria o mundo da música no final do ano ), 19 Novembro de 1968 e 21 de
Abril de 1969, ambas já com a contribuição vocal de Dorris Henderson, uma cantora
de folk / blues originária da Califórnia e que à data tinha já no activo duas magníficas
colaborações com John Renbourn.
“BBC Top Gear Sessions” deve ser o único registo conhecido em
que Trevor Lucas interpreta “Both Sides, Now” de Joni Mitchell; da mesma forma
que é o único registo onde se pode desfrutar do fantástico “Put Your Face On”,
um tema que os Airplane não desdenhariam ter composto e gravado.
Para além de “Neverthless”, “Will Tomorrow Be The Same”, “Violent Drew” e “Another
Time Another Place”, todos do álbum “Eclection” e de “Please”, objecto duas
versões em single, os restantes sete temas eram até agora inéditos. Permitem de
resto conjecturar sobre e como seria um segundo álbum caso a Elektra Records
tivesse corrido o risco de o promover.
Ficaram estas gravações de uma beleza imperfeita e sobretudo ficou “Eclection”,
esse disco extraordinário que o tempo não logrou corroer.
Em Dezembro de 1969, Trevor Lucas e Gerry Conway partiram para os Fotheringay e
mais tarde para os Fairport Convention; John Palmer integrou os Family e George
Hultgreen ( aka Georg Kajanus ) fundou os Sailor.
O resto encontra-se nas páginas da história.
02/05/26
Lost Nuggets ( 213 )
22/04/26
Pearls Before Swine, "Tom Rapp: The Man Who Fell To Earth"
Tom Rapp formou os Pearls Before
Swine em 1965. Tinha completado 18 anos.
Os dois primeiros álbuns da banda
“One Nation Underground” ( 1967 ) e “Balaklava” ( 1968 ) são hoje considerados
clássicos do psicadelismo americano mas não apenas. Em linha com o padrão da
ESP Records, editora para a qual foram publicados, possuíam uma vincada faceta
folk, experimental, por vezes erudita, adequadamente condimentadas pela
vertente de cariz literário aportada por Tom Rapp.
Este, com a banda ou a solo,
gravaria ainda um conjunto de álbuns todos meritórios e diferenciados no que ao
mainstream dizia respeito. Abandonaria a música em meados de 1973 para se dedicar
à advocacia dos direitos civis.
Em modo doméstico, algures entre a
publicação dos dois primeiros álbuns e a restante discografia, gravou em fita
um conjunto de canções que ficaram penduradas na linha do tempo durante
décadas.
São essas gravações ou parte
delas que “Tom Rapp, The Man Who Fell To Earth” nos dá agora a conhecer na sua
versão lo fi original, isto é: Tom Rapp, voz e guitarra acústica.
Refira-se no entanto que nenhuma
das edições exclui a outra. As versões dos seis temas incluídos em “A Journal of
the Plague Year” possuem a roupagem que os Rapp recém convertidos e neo-psicadélicos
do final do século propuseram ao autor ( com belíssimos resultados aliás ).
O que “The Man Who Fell To Earth”
nos traz, para além do correcto enquadramento temporal, é a beleza singela das
interpretações aliada a uma particular
melancolia patente nos textos do autor.
Um belíssimo capítulo que se julga fechado, finalmente.










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