Tom Rapp formou os Pearls Before
Swine em 1965. Tinha completado 18 anos.
Os dois primeiros álbuns da banda
“One Nation Underground” ( 1967 ) e “Balaklava” ( 1968 ) são hoje considerados
clássicos do psicadelismo americano mas não apenas. Em linha com o padrão da
ESP Records, editora para a qual foram publicados, possuíam uma vincada faceta
folk, experimental, por vezes erudita, adequadamente condimentadas pela
vertente de cariz literário aportada por Tom Rapp.
Este, com a banda ou a solo,
gravaria ainda um conjunto de álbuns todos meritórios e diferenciados no que ao
mainstream dizia respeito. Abandonaria a música em meados de 1973 para se dedicar
à advocacia dos direitos civis.
Em modo doméstico, algures entre a
publicação dos dois primeiros álbuns e a restante discografia, gravou em fita
um conjunto de canções que ficaram penduradas na linha do tempo durante
décadas.
São essas gravações ou parte
delas que “Tom Rapp, The Man Who Fell To Earth” nos dá agora a conhecer na sua
versão lo fi original, isto é: Tom Rapp, voz e guitarra acústica.
Refira-se no entanto que nenhuma
das edições exclui a outra. As versões dos seis temas incluídos em “A Journal of
the Plague Year” possuem a roupagem que os Rapp recém convertidos e neo-psicadélicos
do final do século propuseram ao autor ( com belíssimos resultados aliás ).
O que “The Man Who Fell To Earth”
nos traz, para além do correcto enquadramento temporal, é a beleza singela das
interpretações aliada a uma particular
melancolia patente nos textos do autor.
Um belíssimo capítulo que se julga fechado, finalmente.









.jpg)







