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10/08/20

VelvetNirvana


Museu da Cidade, Campo Grande, Lisboa








 



27/07/18

Artefactos ( 82 )


Nos dias que correm a tecnologia torna tudo mais fácil.
Bastará curiosidade, iniciativa, bom gosto, inteligência q.b. e um simples click resolve o problema.
Mas nem sempre foi assim.
Houve um tempo ( e não foi assim há tanto ) em que o prazer de manusear e escutar um disco era habitualmente precedido por semanas de espera ansiosa e desfecho pouco previsível.
Se ou quando alguém se propunha trabalhar sobre algo relacionado com o tema, aí as angústias cresciam exponencialmente.



"Ian Curtis / Joy Division"

Colecção Rei Lagarto 4, Edição Assírio & Alvim

Tradução de Paulo da Costa Domingos e Pedro S. Costa

Fevereiro de 1983, 3000 exemplares


15/08/17

Voigt/465 "Slights Still Unspoken"




Nos loucos anos idos do pós-punk tudo e o seu contrário era permitido.

Krautrock, avant-garage, punk, DIY, art-rock, free noise, industrial, todos os géneros podiam legitimamente fundir-se, criando uma linguagem híbrida que teve os seus momentos, mas que na maior parte dos casos não passou disso mesmo, de momentos.

Houve excepções claro, como em tudo na vida.

Activo entre 1976 e 1979 na Austrália,  Voigt/465, um obscuro colectivo de Sydney gravou um álbum que, de tão iconoclasta, acabou por passar praticamente despercebido.

Recém reeditado,  “Slights Still Unspoken” escuta-se hoje como, se por milagre, fosse possível cruzar os Velvet Underground, com Can, Stooges, Pere Ubu, Throbbing Gristle, Comsat Angels, Joy Division, Devo, Faust, Art Bears ... e por aí fora.

Foram portanto necessárias quatro décadas para que esta  estimulante esquizofrenia sonora fosse decantada e devidamente apreciada.

16/03/17

Artefactos ( 48 )


Lisboa. Inverno de 1985. Um grupo de fãs dos Joy Division ( Musiconovistas de Portugal ) concebem, paginam e publicam em tiragem limitada a presente fanzine.


Pinturas originais e recolha de imagens: Paulo Veríssimo e Fernando Santos Marques.
Textos: António Manuel Oliveira, António Júlio Vilarinho, Fernando Santos Marques, Jaime Palha, João Carlos Inácio Reis e Paulo Veríssimo.
Outras contribuições: Luís Barata, Miguel Esteves Cardoso e Ricardo Nobre.



Brochura de 24 páginas, imprimidas em Offset repro 2000. Preço Unitário: 80$00.



08/02/13

The Pin Group "Ambivalence"


Tal como um filme de culto, um bom vinho ou uma pintura inspirada, há música que não é mensurável no tempo. Está para além dele.

The Pin Group  por exemplo.  Nascido e crescido na época em que a influência Velvet Underground mais se fez notar, o colectivo neozelandês fez daqueles o ponto de partida, passou por Manchester à boleia de Joy Division e só parou no futuro. 

“Ambivalence” compila 3 singles e um EP, tudo o que o quinteto de Roy Montgomery produziu em estúdio entre Março de 81 e Fevereiro do ano seguinte.  12 temas que explicam tudo o que há para explicar sobre esta pequena grande nota de rodapé.
 

07/10/12

Killers, Angels, Refugees ( 28 )

 

"When routine beats hard,
And ambitions are low.
And resentment rides high,
But emotions won't grow.
And we're changing our ways
Taking different roads.

Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.

Why is the bedroom so cold?
Turned away on your side.
Is my time that flawed?
Our respect run so dry?
Yet there's still this appeal,
That we've kept through our lives.

Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.

Do you cry out in your sleep?
All my failings exposed,
Gets a taste in my mouth
As desperation takes old.
Why is it something so good
Just can't function no more?

Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again."



"Love will tear us apart" foi publicada pela primeira vez pela Factory Records em Abril de 1980, num single de 7 polegadas (foto acima). O lado A rodava em 45 rotações, o lado B em 33.
 
Em Junho do mesmo ano conheceu uma nova edição, em formato maxi-single e com um novo grafismo (foto abaixo).




Ao longo do tempo tem sido objecto de várias versões. Em 2011, através de June Tabor & Oysterband, terá conhecido a sua mais bela e porventura definitiva recuperação. Está no álbum "Ragged Kingdom" e é simplesmente notável. 
 
 

09/12/11

Artefactos ( 24 )




Publicado em 1982 pela Editorial Querco, "Escrítica Pop" era constituído pela compilação de um conjunto de textos publicados por Miguel Esteves Cardoso entre 1980 e 82 em diversos periódicos da época ( Música e Som, O Jornal e O Se7e ). Para além desse fio condutor, e de acordo com extracto de prefácio do autor, " ... o livro não tem nem procurou ter unidade ou coerência alguma...". O que de resto, à distância de 30 anos, até parece bastante coerente.


Mas para além dos deliciosos textos que inclui, os quais li e reli obstinadamente, o que é que este artefacto tem a ver aqui com o "yours truly"? Bom, à época, ambos mantinhamos uma considerável, cúmplice e, registe-se mais do que justificada, panca pelos Joy Division. Daí que o texto publicado no Jornal de 23/10/81, sobre "Still" ( Factory Records 1981 ) o duplo álbum póstumo da banda de Ian Curtis me tenha sido gentilmente dedicado pelo autor. Abraço Miguel.