02/04/18
Lost Nuggets ( 121 )
08/03/15
Lost Nuggets ( 89 )
- "Stupid"
- "e-z living"
- "Sullen"
- "Anonymous"
- "Disappear"
- "Down river"
- "You gonna pay"
- "Everything's going to be alright"
- "Is this a love song?"
- "The burden"
- "Negative mantra"
- "Do me no favors"
Chris Cacavas ( canções, voz, piano, órgão, harmónica e guitarras ) com: Steve Wynn ( guitarra ), Mickey Borens ( baixo ), Linda Pitmon ( bateria ), Rich Gilbert ( pedal steel guitar ), Jane Scar Antoni ( violoncelo ) e Vicky Peterson e Susan Cowsill ( vozes ).
Produção: Steve Wynn
Cover art: Olaf Meyer
22/11/13
Artefactos ( 35 )
A Heyday Records foi uma criação de Pat Thomas. Uma pequena independente tão efémera quanto virtuosa. Publicou Chris Cacavas, Sonya Hunter, Barbara Manning, Chris Von Schneider, X- al e Jack Waterson, entre outros. Porém nunca conseguiu verdadeiramente romper a fronteira de São Francisco.
“Heyday Acoustic Sampler” inclui uma versão minimalista de “These days” ( Jackson Browne ) por Barbara Manning, dois temas de Sonya Hunter e Pat Thomas, o belíssimo “Fragile Mind” dos X Tal ( recuperado em 1996 para o cd “Biting the Ugly Biscuit” ) e Steven Roback com um “Paradise” acústico, a base do tema que em 1992 haveria de ser incluído em “Soundmind” dos seus Viva Saturn.
06/01/10
Chris Cacavas "Love's been discontinued"

Acompanho Chris Cacavas desde que os Green on Red publicaram um EP homónimo em 1982. Na época, já se percebia que o homem possuía mais e melhores recursos que Dan Stuart, o declarado líder do grupo. Os desenvolvimentos futuros – Stuart desapareceu dos radares e Cacavas projectou uma muito interessante carreira a solo -, provam-no inequivocamente.
De certa forma estou grato ao músico de Tucson. A dado momento da minha vida profissional, tive necessidade de percorrer diariamente cerca de uma centena de kms. Nessa altura, Cacavas e Rich Hopkins ( o último, um misto de maverick e filantropo, que terá inventado a melhor banda sonora que os desérticos céus do Arizona conheceram ), disputavam a aparelhagem áudio do meu carro. Dois conceitos muito peculiares de “road music”, diria.
Passados largos anos e escutados para cima de uma dezena de discos a solo, um criador de “road music”, é ainda como vejo Chris Cacavas.
Em “Love’s been discontinued”, a estrela polar continua a ser Neil Young ( como de resto sempre foi ), mas existe a latente preocupação de suavizar a sonoridade. O equilíbrio entre os principais protagonistas sonoros - guitarras ácidas e piano acústico -, constituía uma das principais imagens a emergir das canções de Cacavas. O desequilíbrio em favor da electrónica e a inclusão nos coros de uma significativa percentagem de sacarina, poderão não ser uma boa notícia para o futuro. Um detalhe que ainda assim não retira a “Love’s been discontinued” o encanto e charme “laid back”.
O álbum, inócuo ao princípio, cresce a cada nova audição. Está para “Junk Yard Love” ou “Six String Soapbox”, como “Harvest Moon” está para “Harvest”, ou “Greendale” e “Silver & Gold” estão para “American stars and bars” e “Zuma”. Sólido e consistente ainda que despido daquele carisma que outrora nos agarrava e tornava absolutamente dependentes.
Não obstante, um excelente disco para fazer quilómetros. Despreocupadamente.







