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22/03/25

Lost Nuggets ( 198 )


Rosemary Hardman "Firebird" ( Trailer LER 2075 ), UK, 1972

- "Firebird"
- "I Can Find You Anywhere (Clive's Song)"
- "The Way It Is"
- "Mistress Of My Time"
- "Who Shall Count For Thee?"
- "Song To The Evening Sky"
- "Horses Of The Sea"
- "King Willima's Bequests"
- "The Fiddler Man"
- "Rondeau" ( Hardman / Axford )

Rosemary Hardman: Canções, voz e guitarra; com: Bob Axford ( voz e guitarra ), Chris Thompson ( voz e guitarra ), Roger Trevitt ( baixo ), Clive Woolf ( voz e guitarra ), June Tabor ( voz ), Alan Eden ( bateria ), Sue Draheim ( violino ), Barry Dransfield ( voz e violino eléctrico ) , Martin Winsor, Carole Pegg, Linda Peters, Howard Bond, Terry Hiscock e Chris George ( vozes ).

Produção de Bill Leader

Capa: Rosemary Hardman e Janet Kerr.

31/12/18

Chris Thompson "Drunken Nights in Dublin"




James M. Cain estava coberto de razão quando em 1934 publicou “The Postman Always Rings Twice”.

O carteiro toca de facto sempre duas vezes. Comprovou-se um destes dias, quando a campainha retiniu duas vezes para que o dito me pudesse entregar uma das encomendas mais esperadas nos últimos tempos aqui no Atalho: “Drunken Nights in Dublin”.

Natural de Hamilton / Nova Zelândia, Chris Thompson é responsável por um dos meus discos para a ilha deserta: “Chris Thompson” ( Village Thing, UK, 1973 ), um dos melhores álbuns de “acid folk” da década. Antes e sobretudo depois, cultor de um percurso artístico vizinho do irrepreensível,  Thompson é um daqueles raros criadores que só vem a terreiro quando tem algo de importante ou diferente para dizer.


Foi assim quando gravou o álbum de estreia, foi também assim quando partilhou experiências, palcos e estúdios com Julie Felix, Gay and Terry Woods, Davy Graham, Rosemary Hardman, Clem Alford, Quintessence, Horslips, Wizz Jones, Sonny Terry, Mike Heron ou Stevie Ray Vaughan.


A vertente literária foi cúmplice assídua, permanecendo sempre por perto. T. S. Elliot ou Cristina Rossetti são nesta matéria influências patentes.

O referido álbum “Chris Thompson” foi objecto de uma edição limitada, tendo sido pouco ou nada promovido à época. Como consequência conheceu “tanto sucesso” como os três opus gravados um par de anos antes por Nick Drake.

Antes de regressar à Nova Zelândia o autor residiu e trabalhou temporariamente em Dublin e foi aí que nasceu a estrutura do projectado segundo álbum. Na altura a  intenção não passou disso mesmo, todavia deu origem a um conjunto de gravações entretanto vertidas para um acetato.

A história conta-se assim:

“The master tapes assembled by Chris for this then proposed release were transferred to a single stereo acetate paid by Chris, by Apple Corps in London in 1974. Chris shipped his collection of first generation master tapes back to New Zealand with him in 1975, but these were sadly lost in a later domestic house fire in 1982. Same master tapes in various forms have survived in other ways, such as those used on his self-titled debut album. Chris left the acetate at the EMI Studios in Middlesex in England with a view to it being produced in to a LP for his second album, just prior to his hasty return home. The acetate remained at EMI for many  years before being moved, reason unknown, to a well-known record shop in Soho, then on to a specialist record shop in London for a further twenty years or so. The artist was identified using Shazam, before the acetate was advertised as a ‘rather mysterious album thought to have connections to George Harrison’ for sale on eBay in March, 2018.”
( Acetato )

O que todos os fãs, investigadores e curiosos têm agora é a possibilidade de finalmente aceder ao projecto inicial de Chris Thompson, tal como o autor o terá imaginado em tempo.

12 temas, 6 dos quais inéditos, sendo que os restantes foram ou usados no álbum de estreia ou posteriormente recuperados para os discos que o compositor publicou já na Nova Zelândia, designadamente “Echoes From The Pit” ( 1976 ) e “Minstrelsy” ( 1977 ).

Do “folk” ao “rock”, passando por géneros como “jug band”, “spoken word”,  “psych folk” ou “ska-rock steady”, “Drunken Nights in Dublin” é, também por inesperado, um manancial de emoções que o tempo não esmoreceu, ao contrário potenciou.

Se o Atalho prefere todo o génio que o álbum estreia de 1973 encerra? Sem dúvida! Mas este “Drunken Nights in Dublin” é seguramente um grande complemento para o retrato de Thompson enquanto jovem artista. Além de que a versão inclusa do clássico “Dead Flowers” dos Stones é um must.
( 12" EP numerado e limitado a 200 cópias )

Ps: a edição, limitada, encontra-se disponível em versões complementares: Box Set, LP, 12” EP numerado, CD e single 7”.

30/06/16

Lost Nuggets ( 106 )


Vários "First Thrust" ( Thrust Records THR 1 ) insert, Ireland, 1973


- "Denomination Blues"  - Johnny Norris/Nial Toner
- "Terenure Stomp" - Johnny Norris/Nial Toner
- "Billy the Kid" - Johnny Norris/Nial Toner
- "Cobblers Song" - Alan Halsey/Nial Toner
- "Groundhog" - Stokers Lodge
- "Gathering Flowers" - Stokers Lodge
- "Armoured car" - Stokers Lodge
- "Last game" - Stokers Lodge
- "Alabama Song"( Weill/ Brecht ) - Chris Thompson ( Live )
- "London Blues - Chris Thompson
- "Don't be afraid" - Chris Thompson
- "A Lover's Prayer" ( Randy Newman ) - Tragic Magic
- "Yellow Flowers and Long Black Stockings" - Alan Halsey
- "I get caught" - Alan Halsey

Produção de John Weir

Capa: Nial Toner, foto de Fran Russell; design de Bad Taste Productions.

26/02/16

Lost Nuggets ( 102 )


Chris Thompson "Echoes from the pit" ( Direction Records DRS 1026 ) Nova Zelândia, 1976


- "Brazil"
- "A Victim speaks"
- "Why Weep ye Lady?"
- "Wild about my lovin" (traditional)
- "Upstairs? Downstairs?"
- "Hugo"
- "Barcelona"
- "The station mistress and the express driver"
- "Fox's minstrel show" ( P. Small )
- "Joshua gone Barbados"
- "Young lust"
- "Chelsea style"
- "Stand before me oh my soul"
- "The story of my arrest and trial"

Chris Thompson: canções, voz e guitarra; com Mike Walker e Nicky Ash  ( piano ), Andy Brown, Dusty MacSheffrey, Billy Christian, Chris Parfitt e Bob Jackson ( baixo ) Johnny Miles e Frank Gibson Jr ( bateria ), Niall Toner ( bandolim e banjo ), Clem Alford ( tamboura ), Keshav Sathe ( tabla ), Josie Rikka ( vozes ), Rolly Vaughn ( sax ), Ed Deane e Martin Hope ( guitarra ), Brian Dunning ( Flauta ).

Compilado por Kerry Thomas

Capa: design ( Jeremy Temple ), foto ( Roy Emerson ).

Compilação de canções gravadas por Chris Thompson  em Londres, Dublin e Auckland entre 1972 e 1976.

05/05/15

Lost Nuggets ( 91 )



"Masters of the Folk Guitar" ( Autogram ALLP 248 ) GER, 1983

- "Maybelle Rag" - John James
- "Slow fast drag trot" - John James
- "A few short lines" - Dave Kelly
- "Travelling blues" - Dave Kelly
- "Nothing is rambling" - Jo-Ann Kelly
- "Meeting House Rag" - Mike Cooper
- "Buldogg Blues" - Mike Cooper
- "Angie" - Wizz Jones
- "National Seven" - Wizz Jones
- "Bernard's exit" - Al Jones
- "Time to myself" - Al Jones
- "Most Chickens" - Al Jones
- "Love" - Chris Thompson
- "Hugo Spellman" - Chris Thompson
- "Insantiny Rag" - Dave Evans
- "Tem Ton Tasha" - Dave Evans
- "Man of rings" - Hunt & Turner
- "Magic landscape" - Hunt & Turner

Compilação que inclui temas - tradicionais ou originais - de alguns dos mais importantes folk singes/blues men do inicio dos 70s no Reino Unido.


17/11/11

Jardins do Paraíso XXIX ( Chris Thompson )


A história deste disco conta-se em meia dúzia de linhas: 
“Most copies were reputedly destroyed by distributor, Transatlantic Records with only 101 copies surviving. The album was recorded between 1971 and 1973 with Keshav Sathe and Clem Alford from Magic Carpet, and Ed Deane from The Woods Band. Also included are Brian Dunning and The Kings of Rhythm. Although having a publication date of 1973, the release was delayed by what a January 1974 press release described thus, ‘the Chris Thompson LP which Village Thing advertised as a November release has yet to reach the shops due to advanced bungling at the pressing stage. Having got through that, it is now of course affected by 3-Day working, vinyl shortage etc and thus may be at least another month or two delayed.”
( Mark Jones em “Great British Record Labels: Volume 2, The Saydisc and Village Thing Discography”)
Chris Thompson, natural de Hamilton na Nova Zelândia, chegou à Europa enquanto membro da banda de Julie Felix. Irlanda, Londres, Belgica, sul de França ( Festival de Avignon ) foram locais de passagem onde tocou e socializou com Dave Graham, Bert Jansch, Wizz Jones, John Renbourn, Ian Anderson e Derroll Adams entre outros. Natural que tenha escrito as suas próprias canções. Natural também que as tenha gravado. O que já não foi nada natural foi o que, de acordo com a lenda ( mais ou menos suportada em provas verbais ), se passou com a prensagem do álbum “Chris Thompson”. Dos 1000 exemplares fabricados, apenas 101 foram colocados nas lojas. Os restantes, “terão” sido despejados num canal junto com paletes de entulho…

Como é fácil de imaginar as cópias ainda em circulação mudam hoje de mãos por preços estratosféricos. A mais recente emergiu no passado Setembro: uma “lovely copy” ( eufemismo muito próprio do meio para caracterizar um disco bastante usado ) foi transaccionada por 198 Libras.
Apesar de curto, apenas 8 temas, “Chris Thompson” configura um magnífico álbum. Escutado, finalmente, deixa perceber a relação com Dave Graham e os dois mentores dos Pentangle. O finger-picking é soberbo, as canções elegantes e a voz contida mas calorosa. Um perfeito disco de folk-rock, aqui e ali matizado pelo psicadelismo da época, cortesia da sitar de Clem Alford e tablas de Keshav Sathe ( ambos Magic Carpet ).

“The Song of Wandering Aengus”, melodia sobre um poema de W.B. Yeats e “River Song” , um original de Thompson inspirado na “The Waste Land” de T. S. Eliot, são dois pilares incontornáveis de uma obra que recebeu finalmente a reedição merecida.

Para além dos 8 temas originais, são acrescentados mais 6 outtakes e um segundo cd que inclui canções gravadas e publicadas por Chris Thompson nos últimos 20 anos. A juntar ao festim, um booklet, com detalhes sobre as canções e um texto assinado, sensitivamente, pelo próprio.

Melhor era quase impossível.