Capa: Rosemary Hardman e Janet Kerr.
22/03/25
Lost Nuggets ( 198 )
15/01/25
Lost Nuggets ( 193 )
June Tabor with Marin Simpson "A Cut Above" ( Topic Records 12TS410 ) UK, 1980- "Admiral Benbow"- "Davy Lowston"- "Flash Company"- "Number two top seam"- "Strange Affair" ( Richard Thompson )- "Heather down the moor"- "Joe Peel"- "Le Roi Renaud"- "Riding down to Portsmouth"- "Unicorns"June Tabor ( voz ) e Martin Simpson ( guitarras ); com Ric Sanders ( violino ), Dave Bristow ( piano e sintetizadores ) e Jon Davie ( Baixo )Canções tradicionais, excepto a indicadaProdução de Paul BrownCapa: foto de Geoff Trinder, design de Tony Engle 26/07/21
Jardins do Paraíso ( LXVIII )
“During those first few formative weeks and months we
laboured to find whatever it might be that we all had to offer each other, and
whatever it was we could assembler out of the disparate parts. We knew the end
product lay somewhere between the smoky folk clubs of the 1960s, the browning
pages of a crumpled copy of A. L. Lloyd’s Penguin Book Of English Folk Songs,
and the thick cardboard jackets of the import vinyl we’d find at the unique
Simon Stable’s record store on Portobello Road. We had to beat a trail through
the middle, the dark heart of Albion on one side, mystic and brooding, and the
new west coast electric psychedelia on the other, candy coloured and loud.” (
David Costa )
Há uns anos, numa entrevista e em sentido lato, Denzel
Washington expressou o seguinte estado de espírito ( cito de memória ): “Ao envelhecermos
tornamo-nos conservadores, na exacta medida em que temos mais coisas para
conservar.” No caso do Atalho, não
havendo grandes bens materiais a preservar, guardam-se as memórias, as emoções
e sobretudo o extremo bom gosto.
Aqui chegados, antecipo a curiosidade do leitor. Por que razão
o Atalho tem consistentemente vindo a prestar mais atenção à música dita “antiga”
em notório prejuízo de sons e autores contemporâneos?
Entre as várias respostas possíveis ( todas questionáveis
naturalmente ), a música incluída na compilação dos The Trees lançada no ano
passado poderia ( pode ) perfeitamente constituir uma das respostas àquela
inquirição. Quem, detentor de um mínimo de critério e apreciável bom gosto será
capaz de trocar aquelas músicas por algo do que se (re)inventa hoje? E dito isto, sublinho: a velha
e polémica questão geracional assume aqui um papel absolutamente irrelevante,
pelo menos no que ao Atalho diz respeito.
“Trees”, a compilação, é a tradução material da citação do criador
e principal impulsionador do grupo que encima este texto. Os dois únicos álbuns
da banda de Londres: “The Garden of Jane Delawney” ( Abril 1970 ) e “On The
Shore” ( Janeiro 1971 ) resultam da paixão pela música folk britânica mesclada
com a cromaticidade sonora da west coast ( confiram a título de exemplo os
primeiros discos a solo de Paul Kantner e toda a constelação de estrelas itinerantes
que por ali foram passando ).
“Garden…” é um álbum extraordinário, mas “On the Shore” é
superlativo. O pico da criatividade de uma banda que, nascida do acaso, teve a fortuna
de a dado momento alinhar com as
estrelas. Num mundo mais justo, Celia Humphris poderia ter competido com Maddy
Prior ou June Tabor. Confiram a este propósito “Sally Free and Easy”, a
extraordinária versão do tema de Cyril Tawney. Quanto a “On The Shore” compara
muito bem com “Unhalfbricking”, “Liege & Lief”, “Hark The Village Wait” ou “Fotheringay”.
A apresentação da box é cuidada e suficientemente elegante
para alinhar com a qualidade e sofisticação da música que inclui. Um deleite.
09/01/17
Shirley Collins "Lodestar"
06/07/16
Jardins do Paraíso ( L )
07/10/12
Killers, Angels, Refugees ( 28 )
"When routine beats hard,
And ambitions are low.
And resentment rides high,
But emotions won't grow.
And we're changing our ways
Taking different roads.
Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Why is the bedroom so cold?
Turned away on your side.
Is my time that flawed?
Our respect run so dry?
Yet there's still this appeal,
That we've kept through our lives.
Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Do you cry out in your sleep?
All my failings exposed,
Gets a taste in my mouth
As desperation takes old.
Why is it something so good
Just can't function no more?
Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again."
22/06/12
Shirley Collins
Se o culto de Sandy Denny não para de aumentar e o respeito pela carreira idónea de June Tabor, cresce em igual medida, o merecido reconhecimento pelo trabalho de Shirley Collins em prol da canção tradicional inglesa tem tardado em frutificar. E no entanto a sua influência tem sido, é, e continuará a ser enorme. Curiosamente, não são os seus contemporâneos, antes os músicos mais novos a reconhecê-lo.
O mais recente número da revista fRoots dedica-lhe a capa e no interior traça o perfil ( um dos possíveis ) daquela que permanece um dos segredos mais bem guardados da música tradicional inglesa. A revista não é distribuida em Portugal mas pode ser encontrada aqui: ( http://www.frootsmag.com/ ) .












