Mostrar mensagens com a etiqueta Yes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Yes. Mostrar todas as mensagens

02/04/25

Elandill "S/t"

 


Em 2024, numa loja de oportunidade em Chiswick nos arredores de Londres, foi descoberto um acetato identificado por Elandill. Único exemplar conhecido, acabou por dar origem a uma edição em vinil limitada a 227 unidades. Até à data, nada mais se sabe sobre a origem ou história do(s) autor(es) do artefacto.

A música, essa é profundamente britânica, matriz do inicio dos 70s. Pastoral, progressiva, “Chamber rock”, elegante e sofisticada.

Estética e estruturalmente próxima do paradigma da Charisma Records ( período de vigência do selo Pink Scroll ), ecoa a Genesis pré-“Foxtrot”, Yes pré “Yes Album”, Jethro Tull pré “Aqualung”, Audience de “Friend’s Friend’s Friend” ou até Family de “Music In A Doll’s House”.



A trilogia presente no lado A é magnifica com particular destaque para a suite “Storybook Friend” que soma à profunda englishness pequenas componentes do som west-coast da época.


O lado B, mais curto, segue a mesma bitola, com um detalhe adicional: as vocalizações são “assustadoramente” semelhantes às prestações de Jon Anderson nos primeiros álbuns de Yes, como se a intenção fosse mesmo essa ou de uma clonagem se tratasse.

Tudo somado, “Elandill” é um belíssimo artefacto de época, do qual certamente ainda iremos ouvir falar no futuro.  

Calcula-se que nesta altura uma horda de investigadores já se encontre em trabalho de campo, na senda de descobrir mais pormenores acerca deste mistério.

20/12/21

Artefactos ( 119 )

 


Como é público, efemérides não são uma predilecção por aqui. Para o Atalho as coisas/acontecimentos/discos foram o que foram, no tempo e no espaço em que aconteceram. Se importam, social e musicalmente, investigam-se e estudam-se. Em sentido inverso, ignoram-se.

Também não é segredo para quem tem a paciência de aqui vir ler de quando em vez, que do ponto de vista estritamente musical, 1971 é, para o Atalho, o ano de todos os anos.



Como se vem fazendo por aí, podia mencionar dezenas, porventura centenas de discos fundamentais ( grande parte deles olimpicamente ignorados ) publicados faz agora meio século.

Correria no entanto dois riscos: 1) não seria nunca consensual e 2) existiriam fortes de hipóteses de umas horas depois a lista já estar desactualizada. Cinco décadas volvidas é frequente ainda  tropeçar em álbuns oriundos daquela safra e que nunca houve oportunidade de conhecer e escutar em devido tempo.


Dito isto, não foi certamente obra do  acaso que em Julho de 1971, o nº 11 do jornal “Disco Música e Moda”  ( uma publicação meteórica dirigida por Ruben de Carvalho, 18 nºs apenas ), fazia uma capa onde constavam os nomes dos Stones, Miles Davis, Yes e Van der Graaf Generator. Algo que hoje pode até parecer banal, mas que no Portugal da época era no mínimo extraordinário.