22/04/26

Pearls Before Swine, "Tom Rapp: The Man Who Fell To Earth"

 


Tom Rapp formou os Pearls Before Swine em 1965. Tinha completado 18 anos.

Os dois primeiros álbuns da banda “One Nation Underground” ( 1967 ) e “Balaklava” ( 1968 ) são hoje considerados clássicos do psicadelismo americano mas não apenas. Em linha com o padrão da ESP Records, editora para a qual foram publicados, possuíam uma vincada faceta folk, experimental, por vezes erudita, adequadamente condimentadas pela vertente de cariz literário aportada por Tom Rapp.

Este, com a banda ou a solo, gravaria ainda um conjunto de álbuns todos meritórios e diferenciados no que ao mainstream dizia respeito. Abandonaria a música em meados de 1973 para se dedicar à advocacia dos direitos civis.

Em modo doméstico, algures entre a publicação dos dois primeiros álbuns e a restante discografia, gravou em fita um conjunto de canções que ficaram penduradas na linha do tempo durante décadas.

São essas gravações ou parte delas que “Tom Rapp, The Man Who Fell To Earth” nos dá agora a conhecer na sua versão lo fi original, isto é: Tom Rapp, voz e guitarra acústica.


Dez canções, parte das quais: “The Swimmer”, “Running in my dream”, “Mars”, “Blind”, “Hopelessly Romantic” e “Smile at me” rebaptizada de “Wedding Song” já haviam sido publicadas em “A Journal of the Plague Year” ( 1999 ) aquando do regresso de Tom Rapp à música por pressão e, no caso, apoio de fãs como Nick Saloman ( The Bevis Frond ), Masaki Batoh ( The Ghost ), Timothy Renner ( Stonebreath ), Paul Simmons ( The Alchemysts ), Dave Pearce ( Flying Saucer Attack ) ou Alan Davidson ( Kitchen Cynics ).

Refira-se no entanto que nenhuma das edições exclui a outra. As versões dos seis temas incluídos em “A Journal of the Plague Year” possuem a roupagem que os Rapp recém convertidos e neo-psicadélicos do final do século propuseram ao autor ( com belíssimos resultados aliás ).

O que “The Man Who Fell To Earth” nos traz, para além do correcto enquadramento temporal, é a beleza singela das interpretações  aliada a uma particular melancolia patente nos textos do autor.  

Um belíssimo capítulo que se julga fechado, finalmente.