26/08/18
21/08/18
Lost Nuggets ( 125 )
B. J. Cole "The New Hovering Dog" ( United Artists UAS 29418 ) UK, 1972
- "The Regal Progression"
- "Now You See Them, Now You Don't"
- "The Cold Mountain Mariner"
- "Up On The Hill Where They Do The Boogie" ( J. Hartford )
- "You're Probably Lost"
- "Five Pieces For Steal Guitar And Percussion"
- "I Know Now"
- "The East Winchley Tango"
B. J. Cole: Canções, voz, guitarra slide, dobro, sintetizador; com: Robert Kirby ( piano ), Graham Preskett ( violino ), Keith Baker ( baixo ), Laurie Jellyman e Mike Giles ( bateria ), Mick Audsley ( voz e guitarra acústica ), Francis Monkman ( cravo ), Danny Thompson ( baixo acústico ), Tristan Fry ( percussão ), Crispian Steel-Perkins, Roy Gillard, Andy Babynchuk, Brian Hawkins e Sue Shepherd ( instrumentos vários ).
Produção: B. J. Cole
Arranjos: Robert Kirby
Capa: design ( Drusilla Cole ), foto ( Elliott Erwitt )
13/08/18
Gene Clark "Sings for You"
“Gene wrote so damn many songs we just couldn’t
even tape them all. He would come in with a notebook full of songs. And if you
didn’t tape them quickly, he would forget what tune he wrote them to.” ( Jim Dickson, manager ).
É inevitável. Sempre que o Atalho regressa a Gene Clark, abre-se aquela gaveta da
memória que dá acesso directo a Tim
Buckley. Não que, para além de um desmesurado talento e de carreiras que
lhes foram madrastas, os dois tenham muito mais em comum; não obstante a
associação persiste. Buckley intitulou o seu terceiro álbum “Happy
Sad” e, “triste / contente”, é quase sempre o estado de espírito
presente, durante e após a audição das canções de Gene.
“He was a very sultry, perplexed man. Very
introspective. And he had this gloom around him – although I must say that he
had a very sweet and charming side to him. But you never knew which side of him
you were dealing with. He would be fine for a while, then he would get deeply,
deeply depressed.” (
Michelle Phillips, The Mamas and The Papas ).
As canções, notáveis na esmagadora maioria, reflectem naturalmente
a personalidade do autor. Aqui e ali são habitadas pelos demónios que atormentavam
Gene desde que havia sido “expulso” dos Byrds,
banda onde até então fora o principal e mais bem sucedido compositor.
“Gene Clark with The Gosdin Brothers” o primeiro álbum a solo (
publicado em Fevereiro de 67 ), não foi o êxito que o compositor e a editora (
Columbia ) desejavam. Basicamente uma “anomalia” – onde o folk rock de Sunset
Strip se cruzava com Buck Owens, doses parcimoniosas de Beatles e algum barroco
- só muitos anos volvidos seria devidamente avaliado / valorizado. Hoje a
história considera-o pouco menos que essencial.
Após mais uma falsa partida – o projecto de single “The
French Girl / Only Colombe” -, a Columbia entendeu que Gene Clark a
solo era inviável e deixou cair o contrato.
No entretanto
Clark escrevia canções: “I was writing
just to write during that period of time. There were two or three unrecorded
songs I wrote over that period, there’s a whole drawer full of them, so I have
no idea what I was thinking about, just images. I used to like to lock myself
in my house and just work for days on songs. I had a little recording setup in
one room, and I would go in and put them on tape.”
Os temas publicados em “Gene Clark Sings for you” datam
daquele período, e foram até agora uma espécie de “holy grail”, insanamente
procurado pelos fãs durante décadas a fio.
Na prática, demos gravados com o propósito de prospectar um
contrato, os oito temas recuperados do acetato original, são exactamente aquilo
que se esperaria de Gene, sobretudo do Gene da época: inspirados, sensíveis,
líricos, ainda que enquanto demos, naturalmente inacabados.
A informação sobrevivente é todavia escassa. Sabe-se apenas
que o piano Wurlitzer é da responsabilidade de Alex del Zoppo, então teclista
dos californianos Sweetwater. Quanto
aos demais componentes ( bateria, baixo, cordas ) não foi
disponibilizada informação.
Adicionalmente e de não menor relevância, “Sings for you”
inclui as seis demos que Clark gravou em acetato e ofereceu aos Rose Garden, uma jovem banda de Los
Angeles a quem o compositor terá confidenciado: “You do Byrds better than we ever did”. Duas delas, “Long Time” e “Till
today” acabariam por integrar o primeiro e único álbum do quinteto. As
restantes podem escutar-se agora através da interpretação espartana mas
inimitável do seu criador.
Nota: todas as citações acima incluídas foram
retiradas do booklet que acompanha a edição de “Sings for you”.
05/08/18
Lost Nuggets ( 124 )
David Ackles "Five & Dime" ( Columbia KC 32466 ) Lyric inner sleeve, USA, 1973
- "Everybody has a story"
- "I've been loved"
- "Jenna Saves"
- "Surf's down"
- "Berry Tree"
- "One good woman's man"
- "Run Pony Run"
- "Aberfan"
- "House above the strand"
- "A photograph of you"
- "Such a woman"
- "Postcards"
David Ackles: canções, voz e piano; com: Bruce Langhorne ( guitarras e baixo ), Loren Pickford ( guitarra acústica, flauta, sax tenor ), Janice Graham ( guitarra ritmo ), Red Rhodes ( guitarra slide ), Cynthia Cole Daley, Donald Ambroson e Bobby Bruce ( violino ), Lou Anna Neill ( Harpa ), Barbara Thompson ( viola ), Robert L. Adcock ( violoncelo ), Patrick Smith ( baixo acústico ), Colin Bailey ( bateria e percussão ), Georgia Mohammer, Earl Dumler, James Kanter, Gene Cipriano, Todd Miller, Robert Henderson, Russell Kidd, Zigmant Kanstul, John Daley e Edmond Welter ( instrumentos de sopro ).
Produção e Arranjos de David Ackles.
Capa: pintura de Michael Wasp.
31/07/18
Rob Sharples, "The Exception Proves The Rule"
Quase oito anos sem notícias e de repente ... "a excepção que confirma a regra"...
Inexorável, o tempo fez o seu caminho, o novo fez-se antigo, mas Rob Sharples teima em permanecer o mais secreto dos segredos.
"The Exception Proves The Rule" é grande, ao ponto de remeter para "Sylvia Plath" de Ryan Adams ou para aquela beleza dorida do Peter Hammill de "Over".
27/07/18
Artefactos ( 82 )
Nos dias que correm a tecnologia torna tudo mais fácil.
Bastará curiosidade, iniciativa, bom gosto, inteligência q.b. e um simples click resolve o problema.
Mas nem sempre foi assim.
Houve um tempo ( e não foi assim há tanto ) em que o prazer de manusear e escutar um disco era habitualmente precedido por semanas de espera ansiosa e desfecho pouco previsível.
Se ou quando alguém se propunha trabalhar sobre algo relacionado com o tema, aí as angústias cresciam exponencialmente.
"Ian Curtis / Joy Division"
Colecção Rei Lagarto 4, Edição Assírio & Alvim
Tradução de Paulo da Costa Domingos e Pedro S. Costa
Fevereiro de 1983, 3000 exemplares
22/07/18
19/07/18
Record Files ( 15 )
( capa da edição USA )
No rescaldo do sucesso indie que "Murmur" - a estreia dos R.E.M. - Mitch Easter, um dos co-produtores ( o outro foi Don Dixon ) avançou para a formação dos Let's Active. A matriz era semelhante o possível, já que a inspiração partia dos dB's e não tanto dos Byrds; ao contrário do que sucedia com a banda de Michael Stipe e Peter Buck.
O mini-LP "Afoot" ( 1983 ) foi uma espécie de ensaio para o que viria a seguir. "Cypress" publicado no ano seguinte era tudo ou quase tudo aquilo que interessava na música norte-americana da época.
Mat Snow referiu-se-lhe assim no New Musical Express: " Too tongue in check to sing in the voices of angels, perhaps, but 'Cypress' still sounds one of the best American pop records of the year."
( etiqueta edição USA )
Para os fãs do projecto, existem algumas diferenças entre as prensagem norte-americana e inglesa que poderão ser interessar. Desde logo a intensidade e cores do lettering. Mas fundamentalmente as divergências que residem no alinhamento dos temas.
12 títulos na edição USA, apenas 11 na prensagem UK. "Ornamental" e "Counting Down" integram a primeira e falham a segunda. Por seu turno "Grey Scale" surge na segunda e está ausente na primeira.
( capa da edição UK )
( New Musical Express, 22 Setembro 1984 )
15/07/18
The Myrrors "Lunar Halo"
Oriundos de Tucson no Arizona, os The Myrrors têm na tradição regional do “desert rock” uma inspiração óbvia. Porém, a
música que com invulgar tenacidade perseguem e o desafio que lançam ao ouvinte,
encontram-se envoltos em roupagens muito mais sofisticadas e radicais.
Tucson repito. Todavia depois de escutar o hipnótico “Lunar
Halo”, poderiam muito bem ser outros locais como por exemplo Dusseldorf,
Hamburgo, a Factory de Andy Warhol ou Estocolmo nos idos 60 / 70s do século anterior.
“Lunar Halo”: 28 minutos e 55 segundos densamente preenchidos
por um drone que ora o é, como logo a seguir se metamorfoseia num absorvente
raga, cúmplice do rock cósmico e da improvisação psicadélica. Pelt, Velvet Underground, Parson
Sound e Swans são alguns dos nomes
que saltam imediatamente das prateleiras da memória.
Exigente e visceral, “Lunar Halo”, publicado em formato
cassete no final de 2017, conhece agora uma edição limitada em vinil. À data
deu seguimento ao álbum “Hasta la Victoria” ( Junho 2017 ),
agora antecipa o próximo “Borderlands” ( Agosto 2018 ).
Uma audição obrigatória para todos aqueles que apreciam as
músicas e os nomes atrás referidos.
10/07/18
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