24/10/17
17/10/17
Lost Nuggets ( 118 )
Funky Kings "S/t" ( Arista AL 4078 ) USA, 1976
- "Singing in the streets" ( Jack Tempchin )
- "So long" ( Richard Stekol )
- "Highway song" ( Jack Tempchin )
- "Nothing was exchanged" ( Jules Shear )
- "Slow dancing" ( Jack Tempchin )
- "Let me go" ( Jules Shear )
- "So easy to begin" ( Jules Shear )
- "Help to guide me" ( Richard Stekol )
- "Mattress on the roof" ( Jack Tempchin )
- "Anywhere but Jimmie's" ( Richard Stekol )
Funky Kings: Frank Cotinola ( bateria e percussão ), Richard Stekol ( voz, guitarras e piano ), Bill Bodine ( voz e baixo ), Jules Shear ( voz e guitarra ), Greg Leisz ( guitarras ) e Jack Tempchin ( voz, guitarra e harmónica ); com Mike Finnigan ( voz e órgão ), Barry Beckett ( piano ), Geoff Muldaur ( arranjo de cordas ) e Katy Moffatt ( voz ).
Produção: Paul A. Rothchild
Funky Kings: Frank Cotinola ( bateria e percussão ), Richard Stekol ( voz, guitarras e piano ), Bill Bodine ( voz e baixo ), Jules Shear ( voz e guitarra ), Greg Leisz ( guitarras ) e Jack Tempchin ( voz, guitarra e harmónica ); com Mike Finnigan ( voz e órgão ), Barry Beckett ( piano ), Geoff Muldaur ( arranjo de cordas ) e Katy Moffatt ( voz ).
Produção: Paul A. Rothchild
Misturas: Val Garay
Capa: foto de Benno Friedman, concepção de Dennis Pohl, design de Bob Heimall.
03/10/17
Heroes are hard to find ( 44 )
Tom Petty
( 1950 - 2017 )
Uma "rock star" que não se comportava como tal.
Cada uma das suas canções apela ao imaginário colectivo e é por norma uma peça de joalharia musical.
Grato pelos milhares de kms que, durante décadas, fez ao volante do meu carro.
Nota: a foto acima não foi escolhida por acaso. A Rickenbacker foi a razão.
01/10/17
Lost Nuggets ( 117 )
Danny Kirwan "Second Chapter" ( DJM DJLPS 454 ) UK, 1975
- "Ram Jam City"
- "Odds and Ends"
- "Hot Summers Day"
- "Mary Jane"
- "Skip a Dee Doo"
- "Love can always bring you hapiness"
- "Second Chapter"
- "Lovely days"
- "Falling in love with you"
- "Silver streams"
- "Best girl in the world"
- "Cascades"
Danny Kirwan: canções, voz, guitarras e produção; com Geoff Britton e Jim Russell ( bateria e percussão ), Andy Sylvester ( baixo ) e Paul Raymond ( piano ).
Arranjos: Gerry Shury.
Danny Kirwan: canções, voz, guitarras e produção; com Geoff Britton e Jim Russell ( bateria e percussão ), Andy Sylvester ( baixo ) e Paul Raymond ( piano ).
Arranjos: Gerry Shury.
Capa: design ( Mckinley Howell & J. M. Heale ), fotos ( Clifford Davis ).
26/09/17
Tomara "Favourite Ghost"
Existem discos que se escutam uma vez e que se arrumam na
esperança de um dia, por uma razão ou por outra, serem de novo procurados. Há
no entanto outro tipo de registos, aqueles que pedem para serem cuidados,
curados, em permanência. Não inventam a
roda nem tão pouco irão mudar o curso da história, mas são perfeitos na sua função
de entretenimento e cultivo de emoções. O que nos dias que correm, não é coisa pouca.
“Favourite ghost” de Filipe C. Monteiro ( aka Tomara ) é um desses artefactos. Viajando com e por entre sombras, espaços intimistas vizinhos da melancolia e silêncios perfeitos, o álbum – curto e conciso como todos os grandes discos devem ser -, manobra todos os botões certos, deixando cativo o ouvinte, mesmo aquele que tem perfeita consciência de não estar perante nada de substancialmente novo.
“Favourite ghost” de Filipe C. Monteiro ( aka Tomara ) é um desses artefactos. Viajando com e por entre sombras, espaços intimistas vizinhos da melancolia e silêncios perfeitos, o álbum – curto e conciso como todos os grandes discos devem ser -, manobra todos os botões certos, deixando cativo o ouvinte, mesmo aquele que tem perfeita consciência de não estar perante nada de substancialmente novo.
Com os três temas de maior impacto ( “Hallow”, “Coffee and
Toast” e a canção título ) estrategicamente colocados a abrir, “Favourite
Ghost” revela-se um mar de inteligência e bom gosto a que não será
estranha uma relevante cultura musical.
Feita para ser tocada no recato dos pequenos espaços a música de Tomara apela aos fãs de Ida, Madrugada, Richmond Fontaine, Tindersticks, Mono ou mesmo Silver Scooter, os quais encontrarão aqui razões mais do que suficientes para se sentirem confortáveis.
Perfeito para ocupar os serenos fins de tarde de outono.
Feita para ser tocada no recato dos pequenos espaços a música de Tomara apela aos fãs de Ida, Madrugada, Richmond Fontaine, Tindersticks, Mono ou mesmo Silver Scooter, os quais encontrarão aqui razões mais do que suficientes para se sentirem confortáveis.
Perfeito para ocupar os serenos fins de tarde de outono.
23/09/17
Artefactos ( 70 )
18/09/17
Behind the Shadows Drops "Harmonic"
Quando não se encontra na estrada com os MONO, Takaakira Goto, o pequeno génio de Tóquio, mata o tempo com
projectos alternativos.
Foi assim com os The Left
( álbum “I could stand here” em 2005 ), com o disco solo “Classical
Punk and Echoes Under the Beauty”
uma década depois e é também assim com “Harmonic” dos Behind the Shadow Drops.
Takaakira Goto é um experimentalista que há muito ultrapassou
as fronteiras estéticas do pós-rock de que os MONO são um dos maiores
expoentes. Aqui, promove incursões no minimalismo, no clássico moderno, na
música ambiente e, quase como uma consequência natural, nas paisagens inóspitas
do kraut-rock.
Os espaços são tão amplos e inspiradores que apetece
percorrê-los sem a interferência do tempo. John
McEntire, veterano dos Tortoise
e dos Sea & Cake, é o produtor
que esta música solicitava; ainda que teria sido muito curioso verificar como
outro experimentalista moderno, Matthew Cooper ( Eluvium ) se comportaria na tarefa.
Um disco aditivo que ficará bem nos fins de tarde do próximo
outono.
14/09/17
Artefactos ( 69 )
"Les Pochettes Pop, des 45 tours deux titles parus en France de 1962 à 1972"
Stéphane Cahon,
Edição Privada, 360 páginas ilustradas, Novembro 2009
10/09/17
"Milk of the Tree, an Anthology of Female Folk and Singer-Songwriters 1966-73"
Tradicionalmente, a indústria da música tem sido um espaço de
prevalência masculina. Nos intervenientes e, sobretudo, nos decisores. Hoje o
estado de coisas aparenta maior equilíbrio, mas na infância do pop e do rock a
desproporção era avassaladora.
Porém, sobretudo a partir do final dos 60s, fruto da
renascença folk no Reino Unido e do dealbar dos singer songwriters nos EUA e
Canadá, o talento feminino iniciou a caminhada para o merecido reconhecimento.
“Milk
of the Tree, an Anthology of Female Folk and
Singer-Songwriters 1966-73” procura ser o reflexo dessa realidade
histórica. Numa edição
de três cds que compilam exemplos do que de melhor se escutou naquelas áreas no
período em apreço.
Contextualizadas pelas habitualmente enciclopédicas notas de
David Wells, são-nos propostas 60 canções assinadas e / ou vocalizadas por
nomes tão diversos como Margo Guryan, Bashti Bunyan, Mary-Anne, Nico, Judee
Sill, Joan Armatrading, Anne Briggs, Marianne Faithfull, Mimi Fariña, Jaki
Whitren, Laura Nyro, Bridget St. John, Carolanne Pegg, Baez, Denny ou Melanie,
entre muitas outras obscuras e agradáveis surpresas.
Um pedagógico festim de talento e inspiração.
03/09/17
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