14/11/10

Killers, Angels, Refugees ( 20 )


"Revolution Blues" ( Neil Young )

Well, we live in a trailer at the edge of town
You never see us 'cause we don't come around.
We got twenty five rifles just to keep the population down.
But we need you now, and that's why I'm hangin' 'round.
So you be good to me and I'll be good to you,
And in this land of conditions I'm not above suspicion
I won't attack you, but I won't back you.

Well, it's so good to be here, asleep on your lawn.
Remember your guard dog? Well, I'm afraid that he's gone.
It was such a drag to hear him whining all night long.
Yes, that was me with the doves, setting them free near the factory
Where you built your computer, love.
I hope you get the connection, 'cause I can't take the rejection
I won't deceive you, I just don't believe you.

Well, I'm a barrel of laughs, with my carbine on
I keep 'em hoppin', till my ammunition's gone.
But I'm still not happy, I feel like there's something wrong.
I got the revolution blues, I see bloody fountains,
And ten million dune buggies comin' down the mountains.
Well, I hear that Laurel Canyon is full of famous stars,
But I hate them worse than lepers and I'll kill them in their cars.



Hoje, durante a minha caminhada matinal, regressei a "Revolution Blues". Um facto recorrente desde que "On the Beach" foi publicado em 1974.

Não obstante, descubro sempre algo de novo, como se escutasse o tema pela primeira vez. E nunca me cansarei da guitarra ritmo de David Crosby, tal como é impossível alguém ficar indiferente perante uma das mais extraordinárias performances de um baixo eléctrico em estúdio; cortesia de um tal Rick Danko.

12/11/10

Chris Wilson "Love over Money"


Há anos que sigo com grande interesse a carreira de Chris Wilson. Um percurso intermitente, repleto de altos e baixos, mas onde é sempre possível descobrir aquela emoção genuína e sensorial que caracteriza o rock and roll, prosaico e despretensioso.

Por ter passado ao lado de uma grande carreira, ainda que o seu talento amplamente justificasse outro fado, este nativo da Califórnia transformou-se numa figura de culto junto do underground e dos apreciadores de um psicadelismo matizado de power-pop.

Dinamizado pelo guitarrista e compositor Anthony Clark, “Second lifeo disco de regresso de 2008, mereceu aplausos inesperados e foi objecto de várias reedições. “Love over Money”, o sucessor, procura seguir o mesmo trilho.



Ao fiel escudeiro Anthony Clark juntam-se agora Roy Loney, George Alexander, Mike Wilhelm, James Farrel ( todos antigos Flamin Groovies ), Robin Wills ( Barracudas ) e Matthew Fisher ( Procol Harum ). Se a grandeza dos nomes fosse directamente proporcional à qualidade da composição, “Love over Money” seria um trabalho do outro mundo. Como tal raramente se verifica, trata-se apenas de um bom disco de Chris Wilson.

Um trabalho onde as enciclopédicas guitarras do autor desenham insidiosas melodias pop (“Way too fast”, “Can’t let go”, “Fading away” ), recuperam antigas matrizes californianas (“Cold dark night”, “Bad dreams”) e, como seria expectável em Wilson detém-se demoradamente em Dylan; na circunstância o Dylan de “Blood on the tracks” (“Set free” , “Semaphore signals”).

Love over Money” não é definitivamente um disco deste tempo. Encontra-se “enfermo” de sonhos maiores que a vida, ingenuidades várias e muita nostalgia. Características, sabemos todos, difíceis de compaginar com a selvajaria, canalhice despudorada e completa ausência de valores com que todos os dias nos agridem. Apesar disso, embora não sendo brilhante, o seu encanto particular mais do que justifica a respectiva audição.

09/11/10

Galactic Ramble


É sempre bom ler alguém que sabe do que fala. Melhor ainda, se dos factos detiver uma correcta perspectiva histórica.

Dito isto, reputo o novo blog de Richard Morton Jack, Galactic Ramble, de absolutamente obrigatório para os habituais peregrinos do Atalho.

05/11/10

Artefactos ( 8 )


Peter Hammill, com ou sem Van der Graaf Generator, é objecto de um culto quase religioso aqui pelo Atalho. As razões são inúmeras e porventura também geracionais. Contudo, contabilizo a meu favor o facto de hoje ser já consensual que se trata de um artista sem paralelo na música inglesa das últimas décadas. Hermético por vezes, complexo sempre, emotivo a espaços, absolutamente independente e nunca adepto do facilitismo. Um "renegado do impressionismo" como alguém em tempos lhe chamou.

Nem todos os seus discos são essenciais, naturalmente. Mas na relação "número de álbuns/obras primas", o rácio das últimas encontra-se bastante acima da média. E apesar da persistente e continuada ausência de atenção por parte da imprensa "mainstream", já nem é necessário Johnny Rotten ou Julian Cope saírem em sua defesa. Após 40 anos, já não é mais possível ignorar o óbvio.

Ao acaso, reproduzo abaixo algumas provas materiais desta espécie de liturgia.


"Van der Graaf Generator, The Book" ( em cima ) por Jim Christopulos e Phil Smart, numa edição privada datada de 2005. Ao longo de mais de 300 páginas e outras tantas fotos, conta TODA a história de VDGG e Peter Hammill no período compreendido entre 1967 e 1978. Um "must" absoluto.

"Killers, Angels, Refugees" ( em baixo ) na edição original da Charisma Books datada de 1974. Inclui as letras dos temas de Hammill até ao álbum "Chameleon in the shadow of the night", comentários acerca das canções e algumas "short stories".


Por fim, duas pequenas contribuições do "yours truly" para a causa.


Texto publicado no número 93 do jornal "Musicalíssimo" ( 9 de Agosto de 1974 ) e uma foto da entrevista a Peter Hammill co-realizada com Belino Costa para o "Jornal Se7e" em Dezembro de 1982, na véspera dos concertos promocionais de "Enter K", dias 17 ( Pavilhão de Alvalade ) e 18 ( Pavilhão Infante de Sagres ).

31/10/10

Lost Nuggets ( 19 )


Hardin & Russell "Ring of Bone" ( Demo Records H&R 512 ) Edição privada 1976


- "Mojave"
- "Alkali"
- "Zane Grey"
- "Beneath Canyon Walls"
- "The 27th Parable"
- "Old Women Suite"
- "Look at us now"
- "Denver wind"
- "Ring of Bone"

Patricia Hardin ( canções, voz e piano ), Tom Russell ( canções, voz, guitarra e banjo ), John Mills ( saxofone e flauta ), Quincy Jarman III ( congas ), Jim Baker ( trombone ), Don Snow ( trompete ), Chojo Jacques e Doug Tabony ( violino ), Price Quenin ( banjo e dobro ), Phil Hamilton ( harmónica ), Jim Spector ( baixo ), Jesse B. Gay III ( guitarra ) e Paul Blackmore ( percussão ).

Produção de Patricia Hardin e Tom Russell.

Capa: fotos de Ron Dorsey, artwork e design de J Wuensche.

A edição inspirada na obra homónima do poeta Lew Welch, inclui "insert" reproduzindo as letras das canções.

26/10/10

Eluvium "Static Nocturne"


"I have often been asked what artists and albuns are of influence to me
and although I am an avid consumer of music
I am ultimately a fan of sound in a much grander sense
the rain falling, the ocean swelling, the wind picking up,
cars driving by, train yards, box fans, etc ... etc ... etc ...
the amalgamation of these things creates a wonderful comfort to me
and it is in this 'static' that ideas for music suggest themselves
the mixture of these elements create the chord changes and melodies,
or are the foundation through which they are sought
I find nothing more comforting
than the flood of this vibration at a constant
Static Nocturne is an ode
to the process by which inspiration finds me
and an homage, of sorts, to this foundation of noise"

( Matthew Cooper, a.k.a Eluvium, no "insert" que acompanha "Static Nocturne" )


A caracterização, perfeita, fica feita pelo próprio.

Permitir-me-ia apenas acrescentar que "Static Nocturne" é talvez o mais visionário dos trabalhos do autor. As fronteiras são o kraut e a música de vanguarda. Entre elas existe tudo, até o silêncio.

A edição original, manual, numerada e completamente esgotada, contemplou apenas 200 exemplares.

22/10/10

Wolf People "Steeple"


Em seu tempo, o anúncio da publicação e as primeiras audições de discos como “Aqualung”, “Thank Christ for the bomb”, “Spooky Two”, “Fire and Water”, “John Barleycorn must die”, “Pawn hearts”, “Led Zeppelin III”, “Full house” ou “Marquee Moon”, provocavam-me um misto de curiosidade e excitação. Curiosidade, resultado da percepção de que algo de muito bom estava para chegar; excitação, pela antecipação da estreia no prato do gira-discos. Expectativas que raramente foram defraudadas. Sensações magníficas que ainda hoje guardo na memória.

40 anos após, atirei-me a “Steeple” com o mesmo estado de espírito de outrora. Os sinais anteriores mostravam-se francamente encorajadores e, para o Atalho era óbvio que os Wolf People tinham na forja algo de excepcional. Restava saber se teriam a maturidade necessária para recriar em estúdio todo o talento e potencial patenteados em palco. Conseguiram-no, naquele que é verdadeiramente o seu álbum de estreia.

Steeple” é um trabalho extraordinário. Receio todavia que tal não seja óbvio para toda a gente. Não sendo uma reinterpretação da história “tout court”, é um registo que se revela mais facilmente se quem o escutar tiver no curriculum milhares de kms de rock e de folk-rock. Nessa matéria, julgo que os viajantes do Atalho se sentirão particularmente à vontade. Quanto aos restantes, a solução só pode ser encontrada do lado da persistência e com a ajuda do tempo.

Depois de um conjunto de singles e uma compilação dos mesmos (“Tidings”), “Steeple” inaugura a fase adulta dos Wolf People. As viagens de Jack Sharp pelos trilhos da história do rock e do folk-rock inglês têm agora a companhia de Tom Watt (bateria), Joe Hollick (guitarra) e Dan Davies (baixo). Se já antes as deambulações eram inspiradoras agora, com esta nova formação, são roteiros obrigatórios.



“Silbury sands” por exemplo, é o melhor tema de abertura de um álbum que me lembro desde há anos. Imaginem um riff de Tony Iommi, geometricamente desenvolvido por Tom Verlaine, vocalizado em modo folk por Steve Winwood e adornado com a guitarra estratosférica de Jimmy Page servida em catadupa… Pois, “Silbury Sands” é mais ou menos isso.

“Painted cross” constitui o explanar de diversas ideias e ambientes, com o foco principal em Television, embora vão lá mais atrás até às atmosferas “west-coast” ( Mad River ) ou ao blues rock inglês ( Groundhogs ). “Morning born” é uma favorita aqui pelo Atalho. Jack Sharp vocaliza uma melodia de inspiração folk, mas o tema desenvolve-se num registo ora acústico ora eléctrico, hesitando entre dois paradigmas: “John Barleycorn must die” ( Traffic ) e “III” ( Led Zeppelin ). Quanto a “Cromlech”, um instrumental absolutamente pirotécnico , soçobrei. Faltam-me as palavras. Só escutado.

“Castle keep”. Imagino que nenhum fã de Richard Thompson lhe possa ficar indiferente. O trabalho das guitarras é superlativo e remete-nos para o tempo em que o “mestre” integrava os Fairport Convention 4 ( 1969-1971). Uma conexão que só pode ser apropriada pois o que se segue é a recriação do tradicional “Banks of sweet Dundee”. Dir-se-ia que com tal roupagem, esta belíssima “murder ballad” ficaria bem em “No roses” (Albion Country Band), “Full House” (Fairport Convention) ou até mesmo em “Shades of a blue Orphanage” (Thin Lizzy).

Sintetizando: “Steeple” alia um inteligente e bem orientado trabalho de pesquisa a um enormíssimo apuro instrumental . O resultado é notável, sobretudo quando observadas a juventude e reduzida experiência dos músicos.

20/10/10

Lost Nuggets ( 18 )


Andrew John "The Machine Stops" ( CBS S 64835 ) 1972

- "The only friend I know" ( P. Berryman )
- "When I wake up" ( Tony Bolton )
- "Old compton street blues" ( Al Stewart )
- "Time has told me" ( Nick Drake )
- "Famous blue raincoat" ( Leonard Cohen )
- "Flying South" ( Cindy Walker )
- "Her father didn't like me" ( Gerry Rafferty )
- "Seasons change" ( Travis Lewis/Boomer Clarke )
- "The great Kansas Hymn" ( M. McGinnis )
- "Why not admit" ( Andrew John )
- "Another day" ( Roy Harper )

Andrew John ( guitarra acústica, baixo, mellotron, piano e orgão ), com Mike Woods ( guitarras, baixo e dobro ), Clive Sarstedt ( baixo ), Ric Lee e Carsten Smedegaard ( bateria ).

Produção de Andrew John e Freddy Hansson.

Gravado no Rosenberg Studio/Copenhaga em Outubro/Dezembro de 1971.

Fotos e Design da capa de Torben Poulsen e Poul Bruun.

16/10/10

Artefactos ( 7 )








Embora os Fairport Convention, Steeleye Span, Pentangle, Sandy Denny ou a Incredible String Band, fizessem há muito parte da minha dieta musical, quando tomei contacto com "The Electric Muse, The story of folk into rock" ( uma caixa incluindo 4 álbuns e um detalhado booklet, publicada em 1975, num esforço repartido entre a Island e a Transatlantic Records ), o impacte foi semelhante ao que experimentara um par de anos antes com a compilação de Lenny Kaye para a Elektra: o seminal "Nuggets, Original artyfacts from the first psychedelic era". E, acto contínuo, os meus horizontes nesta matéria ( o folk e o folk-rock ) aumentaram significativamente.

Todas as canções incluidas haviam sido anteriormente publicadas, mas o simples facto de surgirem agrupadas na mesma edição, conferiu-lhes uma dimensão que a história deixou de poder ignorar. Terá sido porventura uma das primeiras tentativas sérias de abordar o folk britânico numa perspectiva sociológica. O livro ( foto abaixo ) que os responsáveis da compilação publicaram em simultâneo com a edição discográfica foi também decisivo no atingir desse desiderato.

12/10/10

Killers, Angels, Refugees ( 19 )


"The house that Jack Kerouac built" ( R. Forster / G. McLennan )

You and I together, with nothing showing at all,
In a darkened cinema, I'll give you pleasure in the stalls.
Want to give you tenderness, and my affection too,
If it's through clenched teeth, that's what you're driven me to.
I want us to be lovers
I want us to be friends
Want it like; it's the living end.
Keep me away from her.

With your kittens, on the patchwork quilt,
Oh no, what am I doing here, in the house Jack Kerouac built.
There's white magic, and bad rock'n'roll,
Your friend there says, he's the gatekeeper to my soul.
The velvet curtains
The Chinese bell
With friends like these; you're damned as well.
Keep me away from her.

Shake off your despondency, and your country girl act.
You are reading me poetry, that's Irish, and so black.
I know you're warm, the warmest person alive,
But are you warm, deep down inside?
I want us to be lovers
I want us to be friends
Want it like; the world crumbles and then it ends.
Keep me away from her.

Baby, I'm lonely.
You're on the road with a bad crowd.



Publicado pelos Go-Betweens no último capítulo da chamada trilogia "double L" - "Spring Hill Fair" ( 1984 ), "Liberty Belle and the Black Diamond Express" ( 1986 ), "Tallulah" ( 1987 ) - "The house that Jack Kerouac built" está repleto de metáforas e alegorias. Indicia um fim de festa e "You're off the road with a bad crowd" talvez fosse uma opção a considerar...

06/10/10

The Freeways "The Freeways"


Por vezes, uma receita imaginativa e bem confeccionada produz excelentes resultados. Atente-se no caso dos Freeways.

A um preparado feito à base de pós-punk, adicionam-se duas colheres de new-wave e garage-punk, uma pitada de Feelies ( de preferência da marca Velvet ), tempera-se com um pouco de “paisley-underground” e no final junta-se uma vocalista muito bem apessoada. Vai ao estúdio e, algum tempo depois, é-nos oferecido um disco que, estando longe de ser um portento de inovação, se escuta com indisfarçável prazer.

Originários de Cambridge/Boston os Freeways, propulsionados pela vocalista Karen Zanes ( está por apurar se possui algum parentesco com o Dan Zanes que nos idos 80 liderou os também bostonianos Del Fuegos ) e pelo guitarrista Frank E. Butkuns, têm no registo homónimo o seu disco de estreia.

Logo a abrir, “Whenever you want me” diz ao que vem. Um “beat” tonitruante e um “fuzz” a condizer, agarram-nos pelos colarinhos e o mais sensato é não oferecer grande resistência, muito embora a incomodativa sensação de já se ter ouvido isto em qualquer lado. “Neon Light Show” é um encontro inusitado entre os X e os Rain Parade, enquanto “I’ll take it” e “Shake the Dope out” ( um original dos Warlocks ) fazem os cilindros regressar à mais alta rotação.


Sobre “Love is a sick thing” paira uma inesperada inflexão melódica, enquanto “Country” se posiciona a meio caminho entre o monolitismo Wooden Shjips e as paisagens rurais que os Passions de Barbara Gogan percorreram no inicio dos anos 80. “Casa Loma” são de novo os X, mas desta vez com Kendra Smith no lugar de Exene Cervenkova.

Numa audição cega, teria defendido que as guitarras que abrem e sustentam “Glass Eye” eram oriundas de um tema inédito dos Feelies. Naahh, com o evoluir da canção constato que afinal uma sessão dos Mazzy Star seria algo de mais apropriado. Idem para o californiano “End of summer”.

Não se pense no entanto que “The Freeways” é um disco despiciendo. Ao contrário, trata-se um magnifico trabalho de “copy/paste” altamente recomendado para todos aqueles que ainda não atingiram os 25 anos. Naturalmente, com a recomendação expressa de logo a seguir tratarem de escutar os originais….

02/10/10

Lost Nuggets ( 17 )


The Glass Family "Electric Band" ( Warner Brothers WS 1776 ) 1968

- "House of Glass"
- "Born in the U.S.A."
- "Once again"
- "Sometimes you wander (Henry's tune)"
- "The means"
- "Do you remember"
- "I want to see my baby" (Parrett-Green-Capilouto)
- "Lady Blue"
- "Passage #17"
- "Mr. Happy Glee"
- "Guess I'll let you go"
- "Agorn (Elements of Complex Variables)" (Parrett-Green-Capilouto)

The Glass Family: Ralph Parrett ( canções, voz e guitarra ), Davis Capilouto ( teclas e baixo ) e Gary Green ( bateria e percussão )

Produção de Richard Podolor

Capa: fotos de Fred Shapiro e Phil Kaufman; design de Ed Thrasher.