30/08/10

Lost Nuggets ( 14 )


The Comfortable Chair - "S/t" ( Ode Records Z12-44005 ) 1968

- "Ain't no good no more" (T. Baczek/B. Wallace/G. Garfin)
- "Child's garden" (B. Schwartz)
- "I'll see you" (G. Davis/B. Wallace/B. Schwartz)
- "Princess" (B. Schwartz)
- "Now" (B. Wallace)
- "Some soon some day" (T. Baczek/B. Schwartz/G. Garfin)
- "Be me" (T. Baczek/B. Schwartz/G. Garfin)
- "Loved it all" (B. Schwartz)
- "Let me through" (K. Wallace/B. Wallace)
- "Stars in heaven" (B. Schwartz/T. Baczek/B. Wallace/G. Garfin)
- "Pale night of quiet" (T. Baczek/B. Schwartz)
- "The beast" (B. Schwartz)

Bernie Schwartz e Barbara Wallace (vozes), Gene Garfin (voz e percussão), Tad Baczek (guitarra), Gary Davis (teclas), Greg Leroy (baixo) e Warner Davis (bateria).

Produção de John Densmore e Robby Krieger

Fotos da capa de Paulo Ferrarra.

27/08/10

Collectable-Records


Sincero e reconhecido agradecimento a Yuri Grishin ( na foto ) por incluir o Atalho no magnífico Collectable-Records, contribuindo assim para a sua divulgação.

O facto deste blog ser mencionado na mesma página onde surge aquela que, desde há muito, considero a maior cantora viva da música popular inglesa ( Madame Shirley Collins ) constitui, para além de uma honra absolutamente inesperada, uma responsabilidade acrescida para o futuro.

Cheers Yuri

24/08/10

Artefactos ( 5 )


Quando recuperei esta beleza e decidi partilhá-la convosco, hesitei quanto ao espaço do Atalho mais adequado para o fazer:"Lost Nuggets" ou "Artefactos"? Trata-se de uma peça histórica, tanto do ponto de vista musical ( "british acoustic blues" ) como visual e que dadas as suas características, faz sentido em ambos. Acabei por optar pelo segundo pois considero a capa ( reprodução de uma pintura da autoria de Jim Pitts, que de resto também toca no disco ), uma das mais brilhantes que a indústria inglesa produziu no final dos 60s do século passado.

Se se cruzarem com um exemplar nem pestanejem, pois para além de ser um magnífico artefacto é também genuinamente raro.

Nota: evitem a prensagem americana pois a respectiva capa é um verdadeiro insulto a quem pensou e concebeu o design do original inglês.



21/08/10

Killers, Angels, Refugees ( 17 )


"What more can I say, John?" ( Richie Havens )

You have antecipated all the players
Your silent judgement growin'
And from time to time you pace the floor
Because you are a-knowin'
Yet you cannot stop your sowin'
All the stars that symbolise where you're goin'
And your heavy rains keep growin'
Hey, come on, you've got something better to do.

You have hidden your face from the people,
And to them you keep on denyin'
That far, far away across the sea,
For no reason their sons are dyin'
While it's Vietnam you're buyin'
Among all your conservatives a-sighin'
And all your murderous lyin'
Hey, it's me who's defyin'
Hey, come on, you've got something better to do.

What good are all those documents?
Those well-kept worthless scrolls;
When the hand you bit turns and slaps your face,
The hands you tried to mold,
And they leave you out in the cold,
With your pockets full of gold,
Yet you can not pay the toll
Of the brave and the bold who are shoutin'
Hey, come on, you've got something better to do.



1969. "Richard P. Havens, 1983" ( Verve Forecast FTS 3047-2 ), o terceiro álbum de Richie Havens inclui nada menos do que quatro versões dos Beatles, algo de absurdo e sobretudo desnecessário, tendo em conta por uma lado, a qualidade do disco e, por outro, as raízes folk do autor.

Como a história e a estupidez humana tendem a repetir-se, bastaria substituir Vietname por Iraque e a canção acima seria tão actual hoje como o foi há quatro décadas.

18/08/10

Tony Dale ( 1958 - 2010 )


Possuía um gosto musical absolutamente impecável, espírito visionário, verve fácil e contagiante ( alguns dos seus textos na fanzine Ptolemaic Terrascope constituem leitura essencial ). Apesar do seu principal interesse residir na música, nunca baixava a guarda relativamente a outras matérias de índole cultural ( a dada altura perguntou-me se em Évora ainda existia "aquela magnífica capela dos ossos" e a última vez que me contactou foi para pedir uma tradução para inglês de um texto sobre os United Bible Studies que publiquei aqui no Atalho ).

Ensinou-me(nos) muito e sobretudo através da música que editou na sua Camera Obscura Records, proporcionou-me(nos) indescritíveis momentos de prazer e conhecimento. Basta percorrer a lista dos 85 títulos que publicou entre 1997 e 2009 para se perceber a importância que Tony Dale teve no regenerar da cena folk e psych underground dos últimos anos.

Quanto aos discos, são muitos os favoritos, mas de entre todos, ouso destacar "Narcotic Kisses" dos Green Pajamas, uma fabulosa edição em vinil que só por si espelha o carinho que Tony Dale tinha pela música e pelos músicos.

The Ascent of Everest "From this vantage"


From this vantage” é um belíssimo disco. E muito difícil de caracterizar, também. Nas várias audições que já leva, já me soou a Espers, This Mortal Coil, Steve Reich, Mono, Chameleons, Sigur Rós, Durutti Column, Godspeed you! Black Emperor, Philip Glass …, e sendo tudo isso, acaba por não ser nada disso.

Com efeito, The Ascent of Everest, um colectivo mutante de Nashville caoticamente organizado em torno de Devin Lamp, consegue neste segundo disco a proeza de simultaneamente soar a novo e a antigo. “From this vantage” compagina a essência do folk, com estruturas clássicas, barrocas e modernas, e ainda encontra espaço para se exercitar no seio do paradigma pós-rock.



Por cima de tudo isto, emerge ainda uma cinemática tela sonora que acentua a vertigem do belo e evidencia o carácter “bigger than the sky” da música do colectivo.

“Return to us” logo a abrir, remete-nos para territórios imaginários onde a guitarra de Vini Reilly surge envolta nas convulsões cósmicas dos Godspeed. “Dark, dark my light” é por sua vez uma pequena grande pérola de pós-rock barroco, enquanto a fechar o lado A do álbum, o piano introdutório e o desenvolvimento pastoral de “Safely caged in bone” quase nos faz esperar a entrada em cena da voz de Virginia Astley.



“Sword and shield” centrifuga as guitarras dos Chameleons com a propulsão rítmica dos Mono, num cocktail cacofónico cuidadosamente adornado por mantos de cordas tecidos por violas, celos e violinos. “Every fear” e o tema título, repetem a fórmula e remetem-nos para um espaço cuja perfeição é incompatível com o mundo tal como o conhecemos.

Para o Atalho pouco importa o que queiram chamar a “From this vantage”: pós-rock, pós-prog, neo-clássico, “whatever”… Trata-se de excelente música, disponibilizada numa magnífica edição limitada de 300 exemplares em vinil castanho. Um artefacto que deverão adquirir ainda hoje, sob pena de se arrependerem já amanhã.

15/08/10

Lost Nuggets ( 13 )


Paul Jones "Crucifix in a Horseshoe" ( Vertigo 6360059 ) 1971

- "Life after dead"
- "Motel Blues" ( Loudon Wainwright III )
- "Any you say i'm too dependent on my mind"
- "Construction worker's song"
- "Song (for stan stunning and the noodle Queen)"
- "The pod that came back"
- "The Mighty ship" ( Artie Resnick/Pat Poor )
- "Who are the masters" ( Paul Jones/Kris Resnick/Rupert Holmes )
- "Strangely human sound" ( Kris Resnick/Rupert Holmes )

Paul Jones ( canções e voz ), com Charlie Brown ( guitarra eléctrica ), Martin Kupersmith ( guitarra acústica ), Thomas Jefferson Kaye ( guitarra acústica ), Ted Wender ( piano ), Kenneth Koser ( violino e guitarra acústica ), Richard Crooks ( percussão ) e Robert Rizzo ( baixo ).

Produção de Ted Cooper. Arranjos de Thomas Jefferson Kaye.

Capa: Fotografia de John Kelly, design de Bloomsbury Group.

11/08/10

"Electric Eden, Unearthing Britain's Visionary Music" / Rob Young


"In this groundbreaking survey of more than a century of music-making in the British Isles, Rob Young investigates how the idea of folk has been handed down and transformed by sucessive generations - song collectors, composers, Marxist revivalists, folk-rockers, psychedelic voyagers, free-festival-goers, experimental pop stars and electronic innovators. In a sweeping panorama of Albion's soundscape that takes in the pioneer spirit of Cecil Sharp; the pastoral classicism of Ralph Vaughan Williams and Peter Warlock; the industrial folk revival of Ewan MacColl and A. L. Lloyd; the folk-rock of Fairport Convention, Sandy Denny, Nick Drake, Shirley Collins, John Martyn and Pentangle; the bucolic psychedelia of The Incredible String band, The Beatles and Pink Floyd; the acid-folk of Comus, Forest, Mr Fox and Trees; 'The Wicker Man' and occult folklore; the early Glastonbury and Stonehenge festivals; the visionary pop of Kate Bush, Julian Cope and Talk Talk, 'Electric Eden' maps out a native British musical voice that reflects the complex relationships between town and country, progress and nostalgia, radicalism and conservatism. A wild combination of pagan echoes, spiritual quest, imaginative time-travel, pastoral innocence and electrified creativity, 'Electric Eden' presents a passionate and intelligent landscape reading of this island's music, and the spirit that informs it."

O texto acima, retirado da contracapa do livro, sintetiza tudo ou quase tudo, aquilo que leitor irá encontrar nas cerca de 600 páginas que resultam da investigação e análise de Rob Young. Poderá não se concordar com todos os pontos de vista expressos pelo autor ou com algumas das conclusões a que chega. Porém "Electric Eden" é uma leitura apaixonante, repleta de detalhes deliciosos ( a descrição da peregrinação de Vashti Bunyan, do namorado, da égua Bess e do cachorro Blue, através das Midlands e das Highlands no final dos anos 60, é de ir ás lágrimas ) e um dos mais sérios contributos para a conhecimento e preservação da história da música britânica do século passado.

07/08/10

Artefactos ( 4 )


No inicio do verão de 1983, quando os Talking Heads se preparavam para publicar "Speaking in tongues", David Byrne visitou uma exposição de Robert Rauschenberg. Ficou tão impressionado que decidiu entregar-lhe a concepção da capa do disco.

Rauschenberg desenhou uma capa plástica transparente, onde um vinil, também transparente, está coberto pelos detalhes informativos e créditos do disco. Apresentadas sob a forma de uma colagem e coloridos.

A edição, limitada a 50.000 exemplares, recebeu o número de catálogo 1-23771. Inferior ao que ostenta a edição standard do LP ( 1-23883 ). Esta, nasce logo que a editora se apercebe que o álbum podia vir a ser um sucesso e que o custo de fabrico da capa desenhada por Rauschenberg, iria aumentar exponencialmente o preço de capa, colocando em risco o pretendido êxito de vendas.


03/08/10

The Chemistry Set "This day will never happen again"


Cerca de um ano depois, "This day will never happen again", é no essencial um edição revista e aumentada de "Alchemy # 101".

No essencial ( de novo ), mantenho tudo o que aqui escrevi relativamente ao EP de 2009. As seis magníficas canções de "Alchemy # 101", reluzentes pedaços de "paisley pop", são agora acompanhadas por cinco novos temas a condizer e uma versão estival do stoneano "We luv you!".



Aquilo que eventualmente se perdeu em matéria de unidade, ganhou-se em espaço/tempo lúdico.

"This day will never happen again" envereda por uma maior diversidade ( o "power pop" e o "garage-fuzz" são idiomas acolhidos ), embora não deixe de ser igualmente estimulante e, sobretudo, completamente alinhado com o verão.

31/07/10

Killers, Angels, Refugees ( 16 )


"Portugal " ( Jeff Kelly )

You in the water, the sun being high in the sky
You two framed in blue, the rest of the world is white
Both of you naked and tanned, unburned and unmanned
She is nothing but a happy virgin wanting your hand
I am watching as the center of the universe lies down in the sand

You in the water as happy as you've ever been
This is good magic, this must be living in sin
A bottle of wine in the ocean to pour down the lines of your skin
She is nothing but a lovely stranger out of life's dusk
Brought here by the undertow of danger and promises of lust

Summer's here but soon will go away
South to a warmer place for another year
Summer's here, stars come out of night
Your eyes are extra bright and clear

I come to the water bringing my telescope so we
Can scan the horizon for any Russian submarines
You two are tipsy and glowing with kisses and salty sea
I am nothing but a half a singer, half a referee
Wanting this moment to linger, this hour to freeze

Summer's here but soon will go away
South to a warmer place for another year
Summer's here, stars come out of night
Your eyes are extra bright and clear.


"Portugal" foi publicado pela primeira vez em 1990. A cassete ( foto acima ), uma edição única e limitada da obscura Green Monkey, rapidamente desapareceu dos radares.

Em 1999 a Camara Obscura incluiu o álbum na reedição "Melancholy Sun, the home/solo recordings of Jeff kelly (1987-1997)" ( foto abaixo ). Um absoluto festim the inspiração psych/pop ainda relativamente fácil de adquirir.

Nota: um agradecimento especial a Jeff Kelly por me ter disponibilizado o texto integral da canção

28/07/10

Four Quartets


Enquanto não chega o aguardado álbum estreia, já por aí circula o primeiro EP de Four Quartets.

A estrutura das canções mantém na integra a matriz Rob Sharples, embora os arranjos surjam mais consistentes (musculados). O encanto, esse continua lá.

A comprovar aqui .