26/04/12
Artefactos ( 26 )
12/03/12
"Rock, Pop, Un itinéraire bis en 140 albuns essentiels"

15/12/11
Jacques Vassal, Randy Newman e eu



Recordo-me de termos falado de Randy Newman, do seu humor corrosivo, das suas canções peculiares e do estatuto que a sua música principiava a ganhar na Europa. Julgo que não cheguei a abordar com Monsieur Vassal nenhum dos assuntos que me tinham levado a procurá-lo. A dada altura, pediu imensa desculpa mas por razões profissionais necessitava de voltar a escutar “Little Criminals”, outro álbum seminal do californiano. E como tal …
02/12/11
"Les Années Psychedeliques" Philippe Thieyre

25/03/11
Artefactos ( 15 )
13/02/11
"Endless Trip"
Enquanto “Galactic Ramble” se foca nas músicas folk, jazz, blues e rock britânicas, o seu irmão gémeo, “Endless Trip” , perfilhando a mesma estrutura, replica-o para os EUA e Canadá.
O texto introdutório de Lenny Kaye é interessante embora não tão determinante quanto outros textos do autor. Sempre que localizadas, a reprodução das críticas publicadas à data da edição dos discos são em si mesmas um instrumento que, entre outras coisas, permite ajuizar até que ponto estes álbuns se encontram ou não datados.
Será certamente um preconceito meu, mas estou a esforçar-me bastante para perceber a inclusão de algumas referências ao pop e ao soul . O editor ( Richard Morton Jack ) terá por certo as suas razões, mas não andarei muito longe da realidade se afirmar que a esmagadora maioria dos interessados no conteúdo deste livro deverá ter um interesse “marginal” nos Jackson 5, por exemplo.
Dito isto, é justo referir que o livro denota particular cuidado com os detalhes, desde logo os históricos, constituindo mais uma magnifica fonte de informação para todos os que se interessam por estas coisas.
29/01/11
Artefactos ( 12 )
Embora algo incipiente a primeira tentativa para escrever a história do psicadelismo ( USA e UK ) foi levada a cabo por Vernon Joynson em 1984, através de “The Acid Trip, a Complete Guide to Psychedelic Music” ( Babylon Books ).
Rapidamente se percebeu que de “completo” o guia tinha muito pouco e o próprio Joynson – depois de uma nova incursão falhada com “The Flashback, After the Acid Trip” ( Borderline Productions, 1988 ) – optou por colocar no título um termo mais abrangente e partiu para a série “Fuzz, Acid and Flowers, a Comprehensive Guide to American Garage, Psychedelic and Hippie Rock 1964-1975”, cuja primeira edição surgiu em 1993.

Porém o trabalho mais consistente e factualmente competente sobre o psicadelismo americano foi publicado em língua francesa no inicio dos 90s. “Le Rock Psychedelique American 1966-1973” foi compilado e escrito por Philippe Thieyre e lançado pela alternativa Editions Parallèles cuja livraria / discoteca ainda hoje mantém as portas abertas no número 47 da Rue Saint-Honoré em Paris.
O “Volume 1” ( letras A a L ) foi posto à venda em 1991 e incluía um EP com temas de Condello, Glass Family, Dragonfly e Growing Concern. O “Volume 2” ( Letras M a Z ) seguiu-o cerca de dois anos depois. Ambos desapareceram num ápice, como que dando razão a um velho amigo que a propósito destas coisas resmunga um aforismo muito pessoal: “quem comprou comprou, quem não comprou tivesse comprado, estava lá era para isso”.

Por fim devo confessar que vinte anos, vários guias e enciclopédias depois, quando procuro algo sobre este assunto, Philippe Thieyre é sempre a primeira fonte consultada. Quanto a factos, mas sobretudo no que à opinião diz respeito.

Creio que não valerá de muito procurarem as edições originais do trabalho ( nem mesmo junto das melhores “ourivesarias” ), mas com um pouco de paciência e de sorte ainda deve ser possível localizar a reedição de 2000 que, com uma nova e muito apelativa capa dura, compila os dois volumes anteriores.
01/01/11
"Psychedelic Vinyls 1965 - 1973" Philippe Thieyre

18/11/10
"Fuzz Acid and Flowers" Vernon Joynson

05/11/10
Artefactos ( 8 )



16/10/10
Artefactos ( 7 )








06/09/10
"The Acid Archives" Patrick Lundborg

Para todos os que se interessam pelas linguagens folk e psicadélica da música americana e fazem da curiosidade sobre o tema uma forma de vida, livros como o que Patrick Lundborg acaba de reeditar são quase uma bênção.
“The Acid Archives” é um elaborado compêndio, espécie de levantamento crítico, organizado por Lundborg com a colaboração de um conjunto de experts e coleccionadores devotos, com o objectivo de sinalizar e guardar para memória futura, os nomes, os discos e as edições mais significativos do underground norte-americano ( Canadá incluído ) entre os anos de 1965 e 1982.
É, se quiserem, um trabalho minucioso – arqueológico - , uma vez que grande parte das edições referidas no livro foram na origem “private pressings” e, como tal, os respectivas lançamentos, por motivos que se relacionavam com taxas e impostos, não atingiram sequer os 100 exemplares.
Este projecto a que Lundborg meteu ombros há cerca de 15 anos, constitui uma tarefa em permanente actualização ( conforme fica patente nesta segunda edição, agora aumentada em 100 páginas e graficamente apresentada de forma mais apelativa com as fotos a serem reproduzidas a cores ). Daí que, embora nunca se possa considerar terminado, “The Acid Archives, A Guide to Underground Sounds 1965-1982”, seja uma referência cada vez mais incontornável do ponto de vista histórico e bibliográfico.
Patrick Lundborg lançou o desafio. Agora a curiosidade e a persistência dos interessados fará (ou não) o resto.
11/08/10
"Electric Eden, Unearthing Britain's Visionary Music" / Rob Young

16/07/10
"The famous Charisma Discography"

Um novo trabalho de pesquisa e sistematização, dedicado a uma das mais “carismáticas” editoras independentes da Grã-Bretanha nos idos anos 60 e 70 do século passado: a Charisma Records.
Os anos/décadas vão desfilando e a curiosidade e o interesse na história das edições originais da Famous Charisma Label não param de aumentar. Como consequência natural, o respectivo valor de mercado cresce na proporção.
“The Famous Charisma Discography, a 40th anniversary celebration” constitui um magnifico trabalho de Mark Jones e foi publicado numa edição semi-privada pela The Record Press. Numa primeira edição limitada a 700 exemplares, com a minúcia própria do coleccionador e o carinho do fã, Jones conta a história da editora e escalpeliza todas as edições originais da Charisma entre 1969 e finais dos anos 80. E o todas aqui significa: álbuns, singles, maxi-singles, cassetes, promos, picture-discs, CDs e 8-track cartridges.
Depois disto e salvaguardando os eventuais pequenos lapsos/lacunas que este tipo de trabalho sempre acarreta, julgo que nada mais ficará por dizer sobre o tema. Pena que não tivesse sido possível incluir fotos de alguns dos items.
20/01/10
Philippe Garnier "Freelance, Grover Lewis à Rolling Stone"
Os textos que Philippe Garnier publicou na revista Rock & Folk entre 1976 e 1984 contribuíram para mudar a minha vida.
(Philippe Garnier)Garnier deixaria o Rock & Folk quando a linha editorial, eventualmente condicionada pela ausência de matéria prima de qualidade, começou a tergiversar. Continuei a segui-lo. No Libération, Les Inrockuptibles e, mais tarde, nos periódicos de Los Angeles. Raramente me desiludiu. São significativas e habitualmente certificado de garantia as traduções que efectuou de obras de escritores como John Fante, James Crumley, Bukowski, James Salter ou Chris Offutt .
Em 2009 Garnier regressou ao nosso léxico. O motivo chamou-se “Freelance, Grover Lewis à Rolling Stone”. Um livro repleto de episódios e histórias deliciosas, no qual presta homenagem ao mentor e amigo Grover Lewis ( 1935 – 1995 ).
Este, uma personagem intensa, complexa e desalinhada, foi jornalista freelancer , actor demasiado fugaz, míope, filho de pais suicidas que em tempos frequentaram o “inner circle” de Bonnie e Clyde, casado aos 19 anos “deixando casamento e filhos para trás como garrafas vazias pelos passeios”. Era originário de Forth Worth, Texas, uma cidade e um estado demasiado acanhados e conservadores para a iconoclastia de um “maverick” como Lewis.
(Grover Lewis)Como frequentador convicto das margens, a sua ligação à Rolling Stone em 1971 surgiu quase naturalmente. À data, o periódico fundado por Jann Wenner, apesar de Altamont, ainda se movimentava no underground, onde se manteve durante mais um par de anos. O abandono de Lewis em 1973 pode nada ter a ver com o facto, mas a especulação é legítima.
Ao longo de 440 páginas “Freelance” narra a história de Lewis e conta suculentos e inenarráveis episódios jornalísticos. Sejam eles acerca de Paul Newman, Lightnin Hopkins, Allman Brothers, Jack Nicholson , Peckinpah, Robert Mitchum ou sobre a sua turbulenta participação no filme “The last picture show” de Peter Bogdanovish .
Porém, como em tudo, nada melhor do que ouvir o autor:
28/11/09
"Krautrock, Cosmic Rock and its Legacy"

"KrautrockSampler”, o ensaio que Julian Cope publicou em 1995, permanece uma referência incontornável no campo dos textos dedicados à música moderna alemã pós 1967. Está lá tudo, ou quase tudo, o que qualquer fã gostaria de ter escrito sobre o tema.
Quinze anos passados, embora naturalmente sem o mesmo impacto, a mais valia de “Krautrock, Cosmic Rock and its legacy” reside no facto de concretizar uma abordagem mais profissional e estruturada ao assunto. Sendo que, o aumento da distância relativamente ao tempo e aos acontecimentos retratados, também ajuda.
("KrautrockSampler" 1ª edição Head Heritage, UK, 1995)A contribuição de Erik Davis é igualmente importante para finalmente se perceber que Krautrock e Kosmische Musik não são exactamente sinónimos em matéria de forma e conteúdo.
Ainda que num registo demasiado conciso, alguns dos artistas mais importantes do período (não necessariamente os mais conhecidos), têm aqui o perfil talhado. Mais interessante e inovador é o trabalho sobre os produtores e editoras discográficas. Destaque merece também a introdução de uma “timeline” que, de 1967 a 1975, recorda o que de mais importante sucedeu na Alemanha: na politica, no cinema e na música.
Se juntarmos “Krautrock, Cosmic Rock and its legacy” a “KrautrockSampler” ficaremos a saber tudo o que realmente interessa sobre uma das linguagens musicais mais radicais da segunda metade do século XX. De caminho, convirá também regressar aos discos…
02/07/09
"The Vertigo Label 1969 - 1980"

Numa perspectiva estritamente musical, quando analiso as 71 edições que fazem parte do catálogo da “Vertigo spiral” ( ou “Vertigo swirl” como também é conhecida ), tenho dificuldade em descortinar as razões que estão na origem de tamanha obsessão.

Quando ao restante catálogo, dificilmente resistiu ao virar das páginas do calendário e os exercícios de auto indulgência que em grande medida o caracterizaram, seriam hoje, não fora o fenómeno coleccionista que não tem parado de crescer, pouco mais do que meras notas de rodapé.

Ao longo de 350 absorventes páginas, Grishin assegura a necessária componente histórica, não esquecendo nunca a vertente lúdica. De caminho, fornece um manancial de informação que vai fazer as delícias de todos aqueles que em todo o mundo, literalmente, buscam o seu “Holy Vertigo Grail”
22/06/09
"White light/White heat: The Velvet Underground day by day"

Com cerca de 368 páginas, o livro debruça-se sobre sessões de gravação, discos, concertos, artigos de imprensa e demais “fait-divers” na vida do grupo.
Unterberger entrevistou mais de uma centena de pessoas – músicos, produtores, jornalistas, familiares, cineastas, empresários, fotógrafos - que , de alguma maneira, no passado se cruzaram com a banda ou algum dos seus elementos ( porventura os únicos não abordados terão sido os sobreviventes Lou Reed, John Cale e Maureen Tucker ).
A informação resultante é profusa e quase obsessiva . O livro é naturalmente um documento histórico com uma vincada componente de entretenimento.
25/05/09
"Galactic Ramble"






Caso o tema seja do vosso interesse, não deixem de consultar http://www.galacticramble.com/ .



